(opinião de Goulart Medeiros)
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Um estilo de vida uma forma de viver Somos
anti-autoritários...
|
quem
é Goulart Medeiros
goulartmedeiros@hotmail.com
Goulart
Medeiros Democracia Directa
O Anarquista
Somos
anti-autoritários, o que significa que temos como objectivo a destruição do
estado, um dos sustentáculos maiores do capitalismo, e a sua substituição por
uma sociedade de comunas livres e de autogestão generalizada, em todos os
domínios, produtivos e outros. Significa também que somos contra a existência de
vanguardas ou de elites que se auto designam como «consciência» dos explorados e
que supostamente os guiariam até ao triunfo da revolução.
Sabemos que as formas de organização que tomarmos no presente vão ser
importantes nos mais diversos momentos da luta para a instauração da Liberdade.
Não aceitaremos, portanto, que haja entre nós quem mande ou quem seja mandado.
Somos anti autoritários, porque discutimos colectivamente, decidimos pela
democracia directa todos os aspectos da nossa vida interna enquanto organização,
nomeadamente, todos os que estejam relacionados com as nossas acções.
Somos pela unidade teórica, ou seja, temos um corpo comum de doutrina, de
teoria, que vamos desenvolvendo e aprofundando com os ensinamentos da prática,
na discussão fraterna entre nós e com outros colectivos e entidades afins.
Sendo a nossa estratégia e táctica decorrentes da nossa teoria, elas deverão
apresentar unidade em termos gerais, embora com adaptações às condições
geográficas e/ou outras que se apresentem.
Somos pela responsabilidade colectiva. Isto significa que o funcionamento do
colectivo e as decisões tomadas por este são partilhadas por todos/as. Todos/as
devem fazer o seu melhor para que o Colectivo funcione correctamente e as suas
iniciativas sejam coroadas de êxito. O facto de certas tarefas serem atribuídas
a determinados elementos não exime os outros de responsabilidades: primeiro,
porque participaram na tomada de decisão sobre essa distribuição de
responsabilidades; segundo, porque têm o dever de suprir falhas ou deficiências
que venham a ocorrer, por qualquer motivo, durante a execução de uma dada
tarefa. Sendo o processo de tomada de decisão inteiramente democrático e
partilhado, não podem alguns membros colocar-se de lado, não contribuindo para
um dado trabalho, sob pretexto de que não estavam de acordo com tal ou tal
decisão. Condenamos, também, a prática de agir sob a responsabilidade de um
indivíduo.
Somos pela democracia directa. Nesta, a assembleia é soberana para tomar as
decisões que dizem respeito aos seus membros. Todas as pessoas têm liberdade de
intervir e são convidadas a fazê-lo. As decisões devem ser tomadas tendo em
conta as opiniões de todas as pessoas. Se possível, deve-se chegar a consenso.
Caso seja impossível um consenso, deve-se então determinar qual a posição
maioritária pelo voto. É um mito dizer-se que os anarquistas não votam. Votam
nas suas assembleias, mas apenas quando esse meio se torna indispensável. A
existência de uma discussão tão ampla e generalizada quanto a assembleia queira,
faz com que as decisões que daí emanam sejam consensuais, ou por ampla maioria.
Os nossos mecanismos de tomada decisão
salvaguardam, também, as posições minoritárias.
Logicamente, os membros dessa assembleia sentem-se vinculados
(responsabilizados) às decisões tomadas colectivamente. Isto significa que todos
têm obrigação de implementar as decisões tomadas (responsabilidade colectiva),
visto que participaram activamente na tomada de decisão.
Somos internacionalistas, porque temos consciência de que a espécie humana é
una; de que não existem raças; de que são indefensáveis ideários de
superioridade nacional ou cultural; o mal que advém do capitalismo ataca todos
os povos.
Neves, AJ | janeiro 13, 2008 05:26 PM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt