janeiro 13, 2008
Um estilo de vida, uma forma de viver

(opinião de Goulart Medeiros)

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GOULART MEDEIROS

Um estilo de vida uma forma de viver

Somos anti-autoritários...
Somos pela responsabilidade colectiva...
Somos pela democracia directa.

 

quem é Goulart Medeiros
goulartmedeiros@hotmail.com
Goulart Medeiros – Democracia Directa
O Anarquista

Somos anti-autoritários, o que significa que temos como objectivo a destruição do estado, um dos sustentáculos maiores do capitalismo, e a sua substituição por uma sociedade de comunas livres e de autogestão generalizada, em todos os domínios, produtivos e outros. Significa também que somos contra a existência de vanguardas ou de elites que se auto designam como «consciência» dos explorados e que supostamente os guiariam até ao triunfo da revolução.
Sabemos que as formas de organização que tomarmos no presente vão ser importantes nos mais diversos momentos da luta para a instauração da Liberdade. Não aceitaremos, portanto, que haja entre nós quem mande ou quem seja mandado. Somos anti autoritários, porque discutimos colectivamente, decidimos pela democracia directa todos os aspectos da nossa vida interna enquanto organização, nomeadamente, todos os que estejam relacionados com as nossas acções.
Somos pela unidade teórica, ou seja, temos um corpo comum de doutrina, de teoria, que vamos desenvolvendo e aprofundando com os ensinamentos da prática, na discussão fraterna entre nós e com outros colectivos e entidades afins.
Sendo a nossa estratégia e táctica decorrentes da nossa teoria, elas deverão apresentar unidade em termos gerais, embora com adaptações às condições geográficas e/ou outras que se apresentem.
Somos pela responsabilidade colectiva. Isto significa que o funcionamento do colectivo e as decisões tomadas por este são partilhadas por todos/as. Todos/as devem fazer o seu melhor para que o Colectivo funcione correctamente e as suas iniciativas sejam coroadas de êxito. O facto de certas tarefas serem atribuídas a determinados elementos não exime os outros de responsabilidades: primeiro, porque participaram na tomada de decisão sobre essa distribuição de responsabilidades; segundo, porque têm o dever de suprir falhas ou deficiências que venham a ocorrer, por qualquer motivo, durante a execução de uma dada tarefa. Sendo o processo de tomada de decisão inteiramente democrático e partilhado, não podem alguns membros colocar-se de lado, não contribuindo para um dado trabalho, sob pretexto de que não estavam de acordo com tal ou tal decisão. Condenamos, também, a prática de agir sob a responsabilidade de um indivíduo.
Somos pela democracia directa. Nesta, a assembleia é soberana para tomar as decisões que dizem respeito aos seus membros. Todas as pessoas têm liberdade de intervir e são convidadas a fazê-lo. As decisões devem ser tomadas tendo em conta as opiniões de todas as pessoas. Se possível, deve-se chegar a consenso. Caso seja impossível um consenso, deve-se então determinar qual a posição maioritária pelo voto. É um mito dizer-se que os anarquistas não votam. Votam nas suas assembleias, mas apenas quando esse meio se torna indispensável. A existência de uma discussão tão ampla e generalizada quanto a assembleia queira, faz com que as decisões que daí emanam sejam consensuais, ou por ampla maioria. Os nossos mecanismos de tomada decisão
salvaguardam, também, as posições minoritárias.
Logicamente, os membros dessa assembleia sentem-se vinculados (responsabilizados) às decisões tomadas colectivamente. Isto significa que todos têm obrigação de implementar as decisões tomadas (responsabilidade colectiva), visto que participaram activamente na tomada de decisão.
Somos internacionalistas, porque temos consciência de que a espécie humana é una; de que não existem raças; de que são indefensáveis ideários de superioridade nacional ou cultural; o mal que advém do capitalismo ataca todos os povos.

 

Neves, AJ | janeiro 13, 2008 05:26 PM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt


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