(desculpa o tu e se quiseres saber o que dizem cá pela tua santa terrinha, clica na foto)
"Visto a camisa, estou de coração com Portugal. Se tive uma atitude que não condiz com a Pátria, com Portugal, peço desculpa mais uma vez. Sinto-me português, sinto-me em casa. Se errei, peço desculpa."
Com
o parágrafo acima bem assimilado na minha mente e depois de ler
o pedido e de visionar
o vídeo (e como até acredito que no teu sangue navegará um gene
herdado de Vulcano, deus do fogo e das explosões) digo-te com franqueza: estás desculpado caro Scolari.
Por mim falo, claro está, que como português não me senti minimamente
envergonhado pela tão apregoada má imagem de Portugal que dizem que deste. Tu
até és um gajo
porreiro e nem necessitas de justificar o teu amor a Portugal e às causas
lusitanas... os únicos que não verão esse teu amor e essa tua entrega são os tradicionais Velhos do
Restelo, que agora mais modernos aparentam ser pelo avanço e progresso, mas afinal
nas suas mentes pululam ideias
preconcebidas para não dizer preconceituosas. Esses gajos e outros mais, como
os escribas a seu serviço, põem os interesses próprios ou de amigos acima do interesse nacional e até cruzam os dedos para que a Nossa Selecção
falhe com o único propósito de te deitar abaixo.
Sabes bem caro Felipão que sempre evitei discutir as tuas opções tácticas que podem ser e alguns dizem discutíveis, mas não deixei de te criticar por duas ou três vezes por tomadas de posição que tiveste e que neste espaço mencionei... o que nunca eu disse, com as palavras que vou escrever agora, é que conseguiste alicerçar na Selecção Nacional Portuguesa um espírito ganhador que cresceu de tal ordem que foi absorvido pela grande maioria dos adeptos torcedores portugueses, onde eu me incluo. Hoje, quando vejo um desafio da minha, tua, Nossa Selecção, digo-te que o único desfecho que me passa na mente é a vitória. Não sinto medo nem fico demasiado inquieto quando sofro um golo... acredito sempre na reviravolta. É certo que nestes dois últimos desafios fomos traídos nos últimos minutos de jogo, talvez, quem sabe, devido a um certo relaxe, mas isso é assunto que deve ser discutido e bem discutido entre vós e não pelos de fora já que acredito na honestidade do vosso trabalho. Em suma, que venham daí os doutores do futebol desmentir-me, mas a verdade é que, e muito devido à tua influência, hoje a Selecção Nacional não é tratada como coitadinha e é respeitada.
Até parece que tomei a tua defesa, mas não. Não te estou a defender (tu até nem precisas disso, desculpa lá a ironia) só estou a dizer que te compreendo gaúcho de cabeça quente, explosivo. De maneira alguma apoio a atitude tomada no final do desafio de Alvalade e até construí ironia com o teu não toquei, mas que fique bem claro que não te vou crucificar, como esses falsos puritanos que te acusam de teres dado uma imagem bastante negativa de Portugal [um pouco à Afonso Henriques, talvez]... é verdade que a imagem não é boa, mas fossem as más imagens lusitanas dadas apenas pelo futebol e estávamos nós bem.
Vais pagar, terás que pagar, dois, três jogos na bancada, os que sejam... o meu desejo e de uma grande maioria de portugueses, tenho a certeza, é que a Selecção saiba superar a tua falta (física apenas, felizmente) e que não perca a serenidade já que o apuramento para o Euro 2008 está nas nossas mãos, apesar de certa Imprensa, lá está, já ter lançado avisos alarmistas (obrigatoriedade de vencer todos os jogos que faltam) que por não corresponderem à verdade só vem de encontro ao que tantas vezes penso: a quem interessará a desestabilização?
Neves, AJ | setembro 14, 2007 08:04 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt
Olá Tó Zé
Concordo contigo "...a imagem não é boa....", porém, não tão nítida quanto o golo que devia ter sido anulado, que apesar de nítido, ninguém viu....
Na semana passada estive uns dias no nosso Outeirinho; regressei a Lisboa cheia de saudade.
Até para a semana
Afixado por: margarida branquinho em setembro 14, 2007 01:10 PMComo soi dizer-se por aqui: que maldade Guidinha, que maldade, ao falar-me do NOSSO Oueirinho.
Avesso ao termo saudade confesso que de vez em quando sinto um desejo enorme de voar, voar e ir desfrutar por momentos intemporais a maravilhosa paisagem que o Outeirinho nos oferece. Outeirinho que pelas imagens que me chegam cada vez mais se alinda, pelo menos o Largo, desconhecendo eu por completo o estado em que se encontra o pequeno outeiro que dá acesso à Rua da Ribeira (que também desejo arranjada e limpa).
Gostava que considerasse, Guidinha, o quanto me satisfaz tê-la como visitante, leitora e parte integrante deste espaço que há muito deixou de ser apenas o meu filho luso-brasileiro como um dia o apelidei. Ele, eles, os Voz do Seven, são hoje para meu contentamento cidadãos do mundo que de mim se emanciparam para serem de todos vós. Despeço-me com aquele abraço e ainda com o pedido de que venha até cá sempre que possível e que sugira,critique.. eu agradeço.
Neves, AJ (Tó-Zé)
Post-scriptum - não sei se tomou conhecimento da minha resposta a um seu comentário. A ligação aqui fica
Ora aqui está uma excelente oportunidade para o nosso Zé continuar a carreira. Se essa é uma das suas ambições (diz ele), nós não o queremos cá quando for velho. Bem... por mim podia começar já!...
Abraço
Alípio Calisto