LIGA PORTUGUESA DE FUTEBOL PROFISSIONAL
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... num geral começou mal, porque para a BRIOOOSA nem tanto... é que um pontinho roubado em terra alheia é sempre saboroso e precioso. |
bwin liga – 1ª Jornada
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Estádio do Bonfim, Setúbal
1-1 |
O sempre
candidato
FC Porto, campeão em título, venceu e um dos outros candidatos,
Sporting CP também. O
SC Braga, que não sabemos se será
ano de se afirmar como candidato, também
somou 3 pontinhos e no derby da Ilha o
Marítimo levou de vencida o europeu
Nacional da Madeira. Na luta pela sobrevivência, para além do empate
conseguido pela
Associação Académica de Coimbra em casa dos sadinos, registe-se o ponto
que o
Aves foi arrancar a Aveiro frente ao
Beira-Mar de Mário Jardel, que
regressou ao futebol português e (já) marcou o primeiro golo dos aveirenses.
Acautelando o futuro a
Naval 1° de Maio conseguiu preciosa vitória frente ao
Estrela da Amadora.
Quanto ao
O Campeonato da Liga Portuguesa de Futebol Profissional, época 2006/07, começou neste passado fim-de-semana do mês de Agosto... e começou mal, apesar de que as maleitas de que padece não apareceram propriamente durante o parto... simplesmente o seu progenitor ou antecessor, leia-se época 2005/06, não tomou as devidas cautelas e transmitiu-lhe mais um dos milhentos casos virulentos que assolam o Futebol em geral e o futebol português neste particular... o já apelidado caso Mateus. Ao que sabemos, Mateus é um jogador do Gil Vicente, o popular galo (não o de Minas como diria Milton Neves, um comentador desportivo brasileiro que adora meter farpa em tudo que se relacione com o luso futebol e que continua a sonhar que Felipão vem aí a caminho... espera sentado ó Milton). Este Galo, o Gil, é o digno representante da simpática cidade de Barcelos célebre pelo seu Galo, e situada bem perto de Braga, capital do Minho, uma das províncias portuguesas com mais encanto e que adora vestir-se de verde.
O Galo de Barcelos tornou-se um símbolo da lusitanidade e, à semelhança do pinguim aqui no Brasil, não deve haver frigorífico português que não possua o seu galinho. A lenda do Galo de Barcelos é simples e engraçada, mas se atentarmos bem, ela até nos revela o que ainda, por vezes, se passa nos dias actuais... os pré-julgamentos erróneos da mente humana baseados apenas nas diferenças e aparências (ex-presidiário, desconhecido, de outras paragens, mal vestido, outro tom de pele...). No caso da nossa lenda, quem arcou com as culpas foi o Galego... oh... oh... logo um Galego haveria de aparecer por ali. Voz do Seven também possui um Galo, pequenino, adquirido na Casa de Portugal de S. Paulo e que também canta na cozinha, embora não necessariamente sobre a geladeira. Orgulhosamente, demos-lhe o nome de DECO.
Continuando. Bôom, como diria o Jaquim Matôco, não sabemos se o tal Mateus será bom de bola, mas não restem dúvidas que já é célebre, já se tornou uma espécie de Bosman à portuguesa ao deixar o seu nome ligado ao futebol e escrito em letras bem gordas. Não sabemos concretamente o que se passou (nem nos interessa tampouco) só sabemos que tudo se relaciona com aspectos administrativos e nada sobre o que se passou nos relvados. Problemas na inscrição do jogador, parece... e um dos históricos do futebol português, Os Belenenses, que não teve canetas para se aguentar na Liga (a Primeira Divisão que anda sempre a alterar o nome consoante o patrocinador) agarrou-se aos artigos e alíneas e de protesto em protesto (depois o Gil, novamente os azuis de Belém, etc...) chegaram até aos Tribunais Civis, sabendo-se que a FIFA e/ou UEFA não permitem, e então por via disto tudo é que a 1ª Jornada lá ficou incompleta. Assim, o Benfica não jogou, porque não sabia se haveria de pleitear com os Galos de Barcelos ou com os vizinhos da margem do Tejo (apesar de o seu Estádio possuir 4 balneários, como afirmou, em fraca ironia, o seu presidente). Com isto, a II Liga, que parece que ainda se chama de Honra, também apanhou por tabela e viu um desafio adiado precisamente aquele que opunha um dos dois clubes envolvidos no imbróglio (Gil e Belenenses) com o Leixões, outro histórico do futebol português, que por se ter classificado em terceiro lugar nesta Liga de Honra, na época transacta, também já se meteu ao barulho lançando a escada para uma hipotética subida ao escalão maior.
Resumindo e concluindo, mais um caso que atesta o mau funcionamento administrativo dos futebóis. E agora vai-se esperando, esperando que saia a decisão. Quem ficará na Liga Principal? Gil Vicente ou o despromovido Belenenses que se socorreu da Secretaria? Haverá o desplante de os responsáveis lavarem as mãos e determinarem um indesejável alargamento para (novamente) 18 clubes, ficando Gil, Belenenses e o repescado Leixões? Bôom, como diria novamente o Jaquim, talvez fosse melhor disputar o Campeonato da Liga com apenas 15 clubes e assim a Bwin Liga (Bwin... de apostas, ou seja a batota ao serviço do futebol ou a servir-se...) até já se aproximaria dos desejáveis 14 clubes que a tornariam muito mais competitiva.
Com aquela pontinha de sorte que acompanha os maus administradores, e por caprichos de calendário, a Liga de Clubes e a FPF têm mais uma semana para resolver o que já há muito (antes do início dos campeonatos) deveria ter sido resolvido devido a que as provas profissionais só regressam no segundo fim-de-semana de Setembro, devido aos compromissos das Selecções Nacionais. Até lá só se deseja que os clubes sejam tratados por igual medida e que a decisão seja justa independentemente dos históricos feitos.
Neves, AJ | setembro 1, 2006 01:19 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt