dezembro 17, 2005
Avó Margarida

(acabo de receber mensagem de meu irmão mais velho dizendo que a data de falecimento de minha avó é na verdade 17 de Dezembro de 1960 e não 16 de Dezembro 1961 como julgava... felizmente que na técnica dos blogues tudo é possível, foi só alterar)

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Minha avó Margarida de Oliveira Marcelino

Nascida em 25 de Abril de 1883 era a mais velha dos filhos do casal Luís Marcelino e Emília Soares, curiosamente casados a 23 de Junho de 1882, e teve como irmão o avô da mãe de minha filha.
Assim se explica como eu e tu, minha filha, somos primos em 4° grau.

[um clique na foto leva à sua ampliação]

Peço explicações à minha memória, mas ela só me diz que há razões que a própria razão desconhece e que não se lembra da razão que a levou a viajar quarenta e cinco anos no tempo e aterrar exactamente no dia 17 de Dezembro do ano de 1960... dia do falecimento de minha avó Magarida, mãe de minha mãe.

As recordações dos meus momentos com minha avó Margarida são vagas, demasiado vagas e lamento-o, não conseguindo esconder um certo constrangimento por não me lembrar dos seus carinhos de avó, não recordar o timbre da sua voz ou as suas feições enrugadas que os anos nos oferecem dando à velhice aquela beleza ímpar e natural.

Na memória dos meus tenros 5 anos ficou registada a figura da velhinha curvada toda vestida de negro e (sempre) de lenço a tapar os cabelos e que costumava levar-me com ela até à pequena fazenda ou sítio) da Ribeira Dão. Vejo-a, também, sentada à volta da lareira fazendo o caldo (sopa) nas panelas de ferro de três pés e, pasme-se, chega-me a lembrança de estar na varanda de minha casa a fazer xi-xi tentando acertar na sua figura que passava lá em baixo.

Embora tardias aqui ficam as desculpas, avó.

Neves, AJ | dezembro 17, 2005 08:28 PM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt


Comentários

Gostei de o visitar.Desejo-lhe um Natal muito Feliz. Ate a proxima e Felicides

Afixado por: holandaurea em dezembro 22, 2005 07:31 PM

Como eu me lembro da figura da tua avó!... do cantinho onde acendia a fogueira, das panelas de ferro, da fazenda da Ribeira Dão... Sabes...! é que fui muitas vezes com o meu pai por altura das sementeiras. Se me lembro dela...! tão curvada... apesar de tudo, era uma mulher de armas e as feições não enganavam... devia ter sido uma mulher muito bonita...!. Tinha de me lembrar, porque quando ela morreu, eu já tinha dezoito anos. Não posso terminar dizendo; bons tempos...! mas direi: que bela idade!!! Abraços. Alípio Calisto.

Afixado por: Alípio Calisto em dezembro 26, 2005 01:12 PM
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