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José Luiz de Oliveira (Zé Sancho) Neste dia 16 de Outubro também nasceu, mesmo a sua humilde condição lhe deu esse direito, na então vila de Santa Comba Dão um cidadão a quem foi posto o nome de José Luiz de Oliveira. Corria o ano de 1915, ano abrangido pela I Grande Guerra Mundial (1914/18). Eu, eu cresci com o Zé por perto, não que fossemos vizinhos lado a lado, antes sim por ele passar frequentemente pela minha rua, a Rua do Outeirinho, a caminho de sua casa no Bairro da Ribeira e pela sua presença amiúde em casa de meus pais. |
"Ó Rosa... é
preciso alguma coisa... esta lenhita é p'ra arrumar
(colocar em pilha)?", bradava ele, tanta vez,
à entrada do quintal de minha casa... mas a sua
intenção nesse preciso momento não era propriamente
trabalhar, fazer um bico, um biscate... era comer, matar
a maldita fome que o Portugal de então sem Segurança
Social permitia que atacasse o seu povo. Em Setembro de 1997
escrevi no semanário Defesa da Beira Contrariando o que tinha previsto, o seu funeral (dos poucos que participei) teve grande acompanhamento... afinal o Zé Sancho era querido por muita gente e fiquei satisfeito. |
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(meses antes, já com o Zé internado o Seven também rasbiscou "Ao Zé" e que se publica aqui com ligeiras alterações)
Ao Zé Outubro... neste mês |
Neves, AJ | outubro 16, 2005 01:11 PM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt
Como és mais novo um bocadinho, não saberás das diabruras do Zé uns anos antes. Eu que vivia paredes meias com ele (até havia buracos!!!), confesso-te que tive medo muitas vezes das suas tropelias (bater na mãe, ameaçar os vizinhos e até ter a casa regada com petróleo para lhe pegar fogo!!! não fôra a rápida intervenção da GNR e... não sei não!!! É claro que todos lhe perdoámos e não posso deixar de concordar com o que descreves. A longa ausência dos meus comentários deveu-se ao facto de ter estado privado desta máquina infernal que me tem «infernizado» a paciência com sucessivas avarias. Está na garantia e daí a minha estranha paciência.
Um grande abraço.
Alípio Calisto