
O coração tem razões que a própria razão desconhece...
Voz do Seven não encontrou outro meio para tentar explicar o estado mental em que se encontra se não socorrer-se daquele rasgo de eloquência atribuído a Pascal. A mente fervilha, mas parece que fica paralisada por de tal modo estar fixada em coisas bem distintas do que se propunha... tudo por culpa, pensamos, de uma simples notícia sobre bonecas de epiderme trigueira.
Mas, porquê este amor ao "continente negro" ou àquilo que lhe diga respeito? Não dá muito para perceber, pois não podemos afirmar que a África nos corre nas veias já que nem sequer algum dia colocámos os pés no feudo espanhol de Ceuta. Será que virão à tona da memória os fragmentos de uma instrução recalcada d'amor às ex-colónias ou a presença de familiares e amigos nas ditas? Ou serão os estilhaços de uma mistura de ansiedade, medo, mistério e curiosidade em uma guerra colonial onde afinal não chegámos a ir? Que assim seja, mas certamente que a esta nossa afeição por África não será alheio o facto de vermos tanta injustiça perante o continente em si e num particular perante os naturais e seus descendentes, que à força da escravidão, se espalharam por outros continentes.
Passível de ser atacado de saudosite colonial, Voz do Seven marimba-se para os que assim pensarem e está decidido, o Voz vai erguer um pequeno dossier em homenagem ao continente que até a geografia brindou com modelo tão maravilhoso quanto curioso que encaixa como puzzle na América do Sul
No África no Voz serão assim arquivados todos os artigos que acharmos interessantes, transcritos ou redigidos por nós, relacionados directa ou indirectamente com África, numa tentativa clara de que olhemos um pouco mais e de outro modo para as gentes naturais e descendentes desse continente (sempre) misteroso e belo, das savanas dos leões e elefantes, mas também da fome e da necessidade urgente de desenvolvimento.
Hoje
transcrevemos da Raça Brasil
notícia sobre uma das ofertas do mercado para o Dia das
Crianças no Brasil (12 de Outubro)... bonecas
para a meninada. Apesar de se considerar que o preço é
substancialmente elevado e inacessível à maioria das bolsas (a
mais barata custa 30 reais, algo como 10 euros) Voz do Seven faz
o registo, porque já era tempo de as bonecas perderem as suas
cores pálidas e permitir que (citamos) "... a meninada aprenda
sobre igualdade brincando" e "... [a meninada] aprenda
auto-estima brincando"...
e também uma entrevista
com Graça Machel.
Em tempo... Voz do Seven sente-se impedido a fazer ligação (e obrigado a transcrever) à Revista Raça Brasil, visto que o seu acesso é restrito aos assinantes da própria revista e do provedor Uol.com.br a que pertencemos. Fica o juramento de que a transcrição é na íntegra e o pedido de desculpas à revista por nem termos pedido autorização.
GRAÇA MACHEL
O GIZ É MAIS FORTE DO QUE O FUZIL
A mulher do líder negro
sul-africano Nelson Mandela defende a educação como a mais
poderosa arma contra a desigualdade e apela aos jovens
brasileiros para que estudem e lutem por um mundo de justiça
social
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Como a maior parte dos heróis africanos, ela é desconhecida da maioria dos brasileiros. Seu nome só passou a ser mais familiar em 2002, quando se tornou a mulher do líder negro sul-africano Nelson Mandela. Mas isso é o de menos. Embora tenha se casado com dois dos maiores líderes do continente, a moçambicana Graça Machel não precisa do sobrenome deles para se inscrever entre as mais importantes personalidades de toda a história dos países de língua portuguesa. Considerada pela ONU a maior especialista do mundo sobre o impacto da guerra nas crianças, ela preside atualmente a Fundação para o Desenvolvimento da Comunidade, FDC, cuja principal função é promover suporte educacional para os jovens.
O trabalho não é pouco. Afinal, trata-se de um país que está completando em 2005 apenas trinta anos de independência de Portugal - e que passou quase metade desse período de liberdade mergulhado num banho de sangue que deixou 1 milhão de mortos. Graça conviveu de perto com a guerra durante quase 27 de seus 59 anos de idade. Ela mal tinha passado dos 20 quando se alistou na Frente para a Libertação de Moçambique, a Frelimo, uma organização que lutava pela independência do país. Nas fileiras da milícia, usou o giz para ensinar seus companheiros de trincheira, que por sua vez lhe ensinaram a usar o fuzil. Da união dessas duas armas, após dez anos de conflito armado, Moçambique tornou-se independente.
A luta, porém, ainda estava longe de acabar. O governo marxista moçambicano passou a enfrentar Resistência Nacional Moçambicana, Renamo, um grupo financiado pelo regime racista da África do Sul. Foram quase dezessete anos de guerra civil, encerrada em 1992. Mesmo em circunstâncias tão adversas, Graça foi ministra da Educação até 1989, elevando de 40% para quase 90% o número de crianças matriculadas na escola. Nesse meio tempo, ficou viúva de Samora Machel, o presidente da Frelimo e maior estrategista moçambicano, morto em circunstâncias jamais esclarecidas na queda de um avião em 1986. Sempre que pôde optar, preferiu o giz ao fuzil. "Nós sabemos por experiência própria o que a educação pode significar para uma criança", afirma Graça. "Durante toda uma vida, vimos uma geração de crianças que foram armadas com educação erguerem uma nação." Apesar de um trabalho que não tem fim, ela abriu para Raça Brasil as portas do seu gabinete em Maputo, a capital moçambicana, onde concedeu a seguinte entrevista:
Raça - Quando se fala em Graça
Machel, a associação imediata que se faz é com educação e
com crianças e jovens. De onde vem essa prioridade?
Graça - A Frelimo fazia muita questão de que
os soldados não fossem apenas militares. Tínhamos de estar
politicamente conscientes daquilo que estávamos fazendo, do
porquê de estarmos lutando, do porquê de querermos a
independência. Por isso, a informação era fundamental. Nós
elaborávamos as notícias, líamos os noticiários e fazíamos
com que o campo se mantivesse informado. Por outro lado, eu dava
aulas à noite para as moças do nosso grupo que não sabiam ler.
Uma das minhas instrutoras, por exemplo, me dava aulas durante o
dia, mas à noite ela era minha aluna. Participei dos programas
de alfabetização e dos programas de cultura, e até organizamos
peças de teatro. Isso tudo quando eu estava no campo. Quando
fizemos dez anos de luta armada, fui para o interior do país
contar essa batalha, por meio das histórias de vida das pessoas.
Recolhemos muitas informações junto aos jovens, às mulheres e
aos camponeses. A Frelimo queria ver o que aqueles dez anos
tinham significado na vida das pessoas. Em resumo, esse era o
papel do grupo do qual eu fazia parte: instruir, informar e
ensinar os companheiros de luta.
E as crianças e os
jovens? O que é mais importante para essa geração?
Eu tenho uma mensagem que serve simultaneamente aos jovens
brasileiros e aos moçambicanos. Nós temos muita coisa em comum,
somos países dos mesmos trópicos, falamos a mesma língua, mas
não temos explorado muito a comunicação, no sentido de se
darem as mãos na luta por sociedades mais justas. É necessário
criar mais pontes de comunicação e de intercâmbio entre os
jovens de nossos países. É preciso estreitar a solidariedade,
com a consciência de que ainda existe muita injustiça no mundo
e que eles têm como responsabilidade dar continuidade às lutas
que a minha geração começou. Atualmente, os jovens têm um
ambiente com mais facilidades e podem contar com condições
muito melhores do que as que tivemos no passado. Meu apelo é:
estudem, informem-se, dêem-se as mãos, abracem-se e, juntos,
lutem por um mundo de justiça social.
Moçambique tem apenas
trinta anos de vida independente. Qual foi a maior conquista do
seu país nesse aspecto em tão pouco tempo?
Nosso país passou nesse período por vários processos
sobrepostos, mas eu acho que a principal conquista, sem dúvida,
é a de sermos independentes, é a de sermos um Estado soberano.
Para quem viveu alguns anos no período colonial e conhece a
diferença entre uma coisa e outra, não há dúvida de que o
fato de termos a nossa própria identidade, de sermos
moçambicanos, de termos a possibilidade de tomarmos decisões
sobre aquilo que queremos ser, sobre aquilo que queremos que o
nosso país seja, são conquistas que não podem ser medidas.
São valores sagrados.
E para a mulher?
Posso dizer que nem nas sociedades tradicionais, nem no período
colonial, a mulher foi valorizada. É a independência que
valoriza a mulher moçambicana e lhe reconhece o direito de ser
cidadã plena e participar de todos os níveis de decisão. Ainda
temos um caminho longo pela frente, mas uma mulher sentada a uma
mesa de negociações era impensável do ponto de vista das
sociedades tradicionais. Os portugueses não colocaram uma mulher
na mesa de negociações, mas a Frelimo, sim, porque já
tínhamos uma política de valorização e reconhecimento do
papel da mulher na sociedade. Essa é mais uma conquista
marcante.
E qual foi o seu papel na
luta pela independência?
Depois da luta armada, vieram as negociações que puseram fim à
guerra colonial. Um dia, fui chamada para participar do grupo que
fez as negociações com Portugal. Para mim, foi uma experiência
muito importante me sentar à mesa de negociações com os
portugueses. Naquele momento, porém, era preciso transferir
aquilo que era combate no sentido literal da palavra para o plano
das idéias. Tínhamos que dizer por que nossa luta era justa,
por que eles estavam do lado errado, por que tinham de aceitar e
assinar a rendição. Eles tinham que declarar que haviam perdido
a guerra e isso não era uma coisa muito fácil. Participei
dessas negociações que culminaram com a assinatura do acordo de
paz em setembro de 1974.
O que aconteceu depois da
conquista da independência?
Foi uma experiência emocionante. Eu tinha 28 anos e vivi um
momento único, porque esses momentos não se repetem nunca.
Acontecem uma única vez na história. Foi muito bom para mim ter
sido parte disso, parte da história de meu país. Importante
para a África Austral também, porque a Frelimo foi o primeiro
movimento de libertação que venceu militarmente uma potência
colonial, fomos os primeiros a forçar os colonizadores a assinar
a rendição e proclamarmos a independência. Nós proclamamos a
independência, nós não recebemos a independência das mãos de
Portugal. Foi uma conquista muito importante, levando- se em
conta que aqui na África Austral havia o domínio de regimes
coloniais, ilegais, racistas - os portugueses em Moçambique e
Angola, o apartheid na África do Sul, os ingleses na então
Rodésia. Nós revertemos essa situação, não só para
Moçambique, mas para toda a África Austral. Logo depois, veio
Angola. Depois de Angola, não foi por acaso que no Zimbábue, a
antiga Rodésia, o movimento de libertação também ganhou
força. Eles tinham o nosso apoio, pois éramos independentes e
em 1980 eles proclamaram sua independência também. Ou seja, a
independência de Moçambique e de Angola acelerou a queda dos
regimes racistas na África Austral.
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Por falar nisso, o regime
racista da África do Sul foi um dos maiores inimigos dos
movimentos de libertação na região. Como o apartheid atingiu a
senhora?
É evidente que a coisa mais dolorosa, além de todos os
aspectos políticos, foi o pessoal, com o assassinato de Samora
Machel. Eu sei que foram eles que o assassinaram, todo o mundo
sabe, mas infelizmente eu não tenho como provar. Mais do que
fazerem de mim uma viúva, a África do Sul fez dos meus filhos
órfãos. Eles reproduziram em mim uma experiência que eu já
havia passado. Sempre tive muito orgulho de ver os meus filhos
crescerem podendo dizer "pai". Eu não pude dizer e
ficava muito feliz de ouvir meus filhos dizendo "papa",
de vê-lo levando-os nos ombros como todos os pais fazem. Eles
assassinaram o pai dos meus filhos e isso eu não consigo
perdoar. Eu sou apenas um exemplo, mas são centenas, milhares de
pessoas que perderam seus filhos, perderam seus irmãos, seus
pais. A guerra aqui nesses países teve um impacto que nós não
conseguimos avaliar. Acho que nós decidimos pôr uma pedra em
cima, porque seria extremamente difícil prosseguir se nós
continuássemos remoendo o passado. Não sei se um dia poderemos
destrinchar tudo, mas neste momento, pelo menos, é impossível.
Como foi que a jovem
professora Graça, que tinha o privilégio de morar na Europa,
abriu mão desse conforto para se arriscar na luta armada?
Naquela altura, todos nós, de uma maneira mais ativa ou menos
ativa, éramos movidos por um sentimento nacionalista de lutar
pela independência. Eu ainda era estudante em Portugal quando
comecei o contato com a Frelimo, pelos idos de 1969, 1970. Mas
deixar Portugal e ir para a Tanzânia para ser soldado só
aconteceu em 1973, quando eu já era parte de uma célula
clandestina em Portugal. No momento em que as coisas começaram a
apertar e os olhares já estavam muito desconfiados, eu senti a
ameaça de que podia ser presa. Então pedi instruções à nossa
sede e eles me autorizaram a deixar Portugal e ir direto para o
treino político-militar. Trabalhei alguns meses nas zonas
libertárias da Frelimo na Tanzânia. Depois, fui para uma escola
secundária que a Frente tinha criado, onde eram formados os
quadros de jovens que terminavam a escola primária e iam para a
secundária. Exerci também a função de vice-diretora dessa
escola.
Quais eram as principais
ações da célula clandestina da qual a senhora fazia parte?
Meu grupo tinha a missão de recolher dados que pudessem ser
úteis para a nossa sede. O que interessava era saber sobre a
evolução da situação militar dentro do exército português.
As informações decisivas vinham do que eles chamavam de Centro
de Estudos Estratégicos, onde os generais faziam a formação
dos novos oficiais. Eram informações de primeira mão e muito
importantes. Nós conseguimos infiltrar um jovem que era um
moçambicano branco. Por causa de sua cor, não desconfiaram
dele. Pensavam que era português e ele conseguiu nos dar as
aulas que os generais ministravam na formação dos novos
oficiais. Ele nos passava as estratégias que deviam ser seguidas
pelos soldados portugueses que iriam combater na Guiné, em
Moçambique e em Angola. Nós obtínhamos essas aulas com
detalhes, sabíamos o que os generais portugueses diziam, o dia
em que viriam. Depois, quando fui para a Tanzânia, fiz o treino
militar como qualquer outro soldado.
Como aconteceu a
transição de soldado para mulher de Samora Machel e
primeira-dama de Moçambique independente?
Antes de ir para Portugal, eu conhecia Samora de vista. Quando
fui fazer o treino político-militar, ele já era presidente da
Frelimo e eu apenas um soldado raso. Mas como eu tinha acabado de
chegar da Europa, onde tinha estudado, feito uma faculdade, ele
me procurou com o objetivo de entender o cenário de Portugal.
Estava viúvo de Josina Mache havia quatro anos. Samora me fazia
muitas perguntas, queria entender tudo e nós tivemos debates
muito interessantes. Acho que foi ali que começamos a nos
descobrir como pessoas. Eu estava ali falando com o meu
presidente e ele com um soldado. Mas de soldado para presidente,
no meio daquelas conversas repetidas, começou a surgir uma certa
química. Assim nós nos aproximamos
E Nelson Mandela?
Essa é uma história muito complicada. Na minha vida, os dois
homens com quem me casei são para mim um misto de marido e
herói. São os meus heróis e agora são heróis de vocês
também. Eu posso dizer que, com o tempo, aprendi a conciliar a
vida pública com a vida pessoal. A verdade é uma: Nelson
Mandela é herói de todos nós, mas é ao mesmo tempo aquela
pessoa com quem partilho detalhes da vida, é meu marido, é pai
dos meus filhos e o meu melhor amigo.
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Para todos os gostos e
bolsos, bonecas são o presente tradicional do Dia das Crianças.
Diferentes modelos devem agradar a crianças de todas as idades e
por que não adultos?
DAYANNE MIKEVIS
FOTOS MÁRIO LEITE
Ainda é jovem quem se
lembra de uma infância passada em brancas bonecas. Hoje opções
pipocam aqui e lá. Há bebês perfumados, os que mamam, os que
fazem barulho. Da linha Barbie, a Califórnia traz modelos
masculinos e femininos cheios de ginga. E, por falar em
movimento, nada melhor para a meninada do que aprender sobre
igualdade brincando, com a Susie Axé. Parte da receita da venda
das bonecas é destinada ao Projeto Axé na Bahia. Mas enquanto
as meninas podem aprender auto-estima brincando, a coisa fica
mais complicada para os meninos, para quem a gama de produtos
disponível é muito menor. Uma das opções, o boneco Morpheus
de Matrix, é difícil de encontrar. Super-heróis, bom,
raridade! Novidades estão vindo neste sentido, como a coleção
Manos do Hip Hop, com bonecos que cantam em inglês e se movem,
que deve estar nas lojas a partir de outubro.

1 - Boneco Juji da coleção Adora, série limitada, R$ 799 na Brinquedos Laura 2 - Boneca Adora com certidão de nascimento, cheiro e peso de bebê R$ 399, na Brinquedos Laura 3 - Boneca Mama Leite, Cotiplás, R$ 115,90 4 - Coleção Frutinhas Café, Cotiplás, R$ 29,99 5 - Boneca Tutti-Frutti, Cotiplás, R$ 79,99 6 - Boneca "Christie Califórnia Girl", Estrela, R$ 29,99 7 - Neneca Negra, Super Toys, R$ 42,00 8 - Boneco "Steven Califórnia Boy", Estrela, R$ 29,99 9 - Pupa Baby Negra, Cotiplás, R$ 71,90 10 - Camilinha Teca, Estrela, R$ 59,00 11 - Susi Axé, Estrela, R$ 59 12 - Boneco Morpheus, na D-Mart, R$ 119,99
Tiros à porta de casa... bem, quase à porta de casa, porque sempre existem 3 quarteirãos (e mais uns metros) a separar-me do "local da ocorrência".
Por coincidência nem saí de casa nesse dia e só soube do "tiroteio" no dia seguinte através d'O Estado de S. Paulo... é que apesar de ter sido notícia dissecada na TvBandeirantes eu há muito aprendi que a extrapolação pelas televisões é igual em todo o mundo e só tomo atento nessas "notícias de mortos e feridos" quando "estou distraído", como disparatadamente costumávamos dizer na juventude.
Pergunta-me a minha sócia, se por lá, na minha longínqua Santa Comba banhada p'lo Dão e p'la Ribeira, as gentes não irão ficar apreensivas com a publicação desta entrada... homessa, claro que não... até lhes estou a fornecer (gratuitamente) outra matéria, que não a discussão das eleições autárquicas, para ser tema de conversa à hora da bica, e na brincadeira, brincadeirinha até ainda disse à sócia que imagino alguns com aquela gargalhada trocista daquele cachorro (que não lembra o nome) dos desenhos animados que ri após as patifarias que o seu dono corredor de automóveis faz aos outros concorrentes.
O que se
passou, aconteceu... foi
notícia, não deve esconder-se e deve continuar a
ser notícia se necessário... divulga-se, ora pois e
aproveita-se para mostrar um pouco da São Paulo que mais vezes
calcorreio (ampliar
mapa)... a descida da Nazaré Paulista, a ida
ao pequeno mercado p'ra abastecer a despensa e na volta o
obrigatório pedido de benção à madrinha, a proprietária da
banca de jornais sita em pequena e bem cuidada praça.
Mesmo que
me acusem de assim falar por não ter estado in loco, afirmo que
não vão ser os tiros que moverão a minha ideia de uma Praça
Emília Barbosa acolhedora, sossegada e tranquila onde se pode
conversar, quiçá namorar, usufruindo a sombra de duas
sumptuosas seringueiras, ler um livro ou jornal, escrever ou até
disputar uma partida de dominó nas suas mesas de cimento (concreto) com
tampo de tabuleiro de jogo de xadez . Situada nas imediações da
Escola Vera Cruz (um dos milhentos colégios particulares que
abundam, dizem que por via da desacreditação da Escola Pública
e/ou também devido a que a sua frequência valoriza o status
social da família) a Praça enche-se de vida (enchia-se até
aqui) aquando dos intervalos, recreios, abertos e o chilrear das
aves é substituído por animada e harmoniosa algazarra própria
da juventude, mas sempre em invejável disciplina, diga-se, a que
não serão alheios o baixo escalão etário (até aos 14/15
anos) e a forte vigilância (embora discreta) de funcionários da
Escola.
Mas o que
me demora mais p'la Praça são as conversas ora com o sr.
Manuel, emigrante já aposentado e que rumou até aqui vindo das
serranias da Guarda, ora com o Ramiro, benfiquista transmontano
que vibra mais que adepto comodamente sentado no (agora)
confortável Estádio da Luz e inevitavelmente com a Inês, que
tem fortes raízes lusitanas (como já citei em Crónica
Paulistana) de Trás-os-Montes e Cinfães (do Douro)
e que foi a mulher testemunha do meu "en laço" por
terras brasileiras.
A
conversa já vai longa, mais uma vez me entreti demais "cá
por baixo", a mulher mi espera, é hora de subir a Nazaré
Paulista e levar as compras para casa...
Até mais.
| Além fronteiras, apoio e grito com firmeza... | |||||
Benfica |
Porto |
Sporting |
Braga |
Guimarães |
Setúbal |
| ... sou português, pois com certeza! | |||||
Para que não seja acusado de falar unicamente de futebol, futebol e mais futebol, Voz do Seven deseja presentear o estimado público, principalmente o feminino, com belo álbum de fotos de desfile de moda em Milão, Itália.
Entusiasmado, Voz do Seven colocou ainda ligação, na coluna dos links, à página UOLModa
![]() |
Há
pouco, as televisões noticiavam que tinha
falecido Don Adams... actor e comediante norte-americano. |
o Agente 86, Maxwell Smart, da saudosa série Get Smart (no original), que em Portugal tomou o nome de Olho Vivo e que por aqui no Brasil (ainda) se chama de Agente 86... e tomem atento caros leitores que falamos no presente, porque um canal qualquer ainda nos costuma brindar, e nós aceitamos, com uns episódios em reprise.
Voz do Seven, em palavras rápidas mas sentidas, quer associar-se na homenagem ao criador desse personagem hilariante que em companhia da inseparável "nine nine", a Agente 99, fez escangalhar a rir a juventude de há 30/40 anos.
Don Adams faleceu, lamente-se... Get Smart será eterno, louve-se.


Se lhe
disséssemos que temos
aqui a música, você
acreditaria?
link buscado no Miguel
Lopes
(nostalgia)
... louve-se e agradeça-se, ora pois, a iniciativa do portal UOL.com.br em acompanhar ao vivo os desafios da Liga Portuguesa de Futebol Profissional.
Não é feito o relato minuto a minuto, mas o Placar Uol dá na hora os golos marcados nos desafios que estão a decorrer, apresenta os jogos da rodada e até um quadro dos últimos campeões. Voz do Seven regista, porque e essencialmente se congratula ao constatar que os meios de comunicação brasileiros começam a ver o Futebol Poruguês por outro prisma, a que não será alheio, certamente, o grande número de jogadores brasileiros a actuar em Portugal que, simultaneamente, constitui a maior colónia futebolística brasileira no mundo... e aproveite-se para meter farpa (ou agulha) nessa mesma comunicação social que prefere só e apenas focar as "estrelas" do futebol espanhol ou italiano esquecendo-se de acompanhar as centenas de jogadores menos cotados (alguns em "situação de vida menos boa") que abundam nas ditas "divisões inferiores" do futebol português.
Apesar de estar a acompanhar a Jornada 5 através do MaisFutebol, Voz do Seven espreitou (também decorriam jogos do Brasileirão) e viu
![]() |
Porto 2 x 0 Belenenses |
e em face de tal envia abraço forte ao Dragão amigo d'A Chama do Dragão, não se esquecendo de oferecer lembrança aos simpatizantes do belo futebol praticado por Diego.

|
Mário Soares esteve em
São Paulo em visita pré-eleitoral.
Bastante considerado por estas paragens, Mário Soares
concedeu entrevista ao jornal O Estado
de S. Paulo. |

Ontem, 22
de Setembro, quando eram 19:23 horas em Brasília (hora legal do Brasil) a Primavera entrou. Entrou e
segundo se leu vai durar quase 90
dias. Apesar de dito e redito nunca é demais
lembrar que, neste mundo às avessas em que nos encontramos, o
começo da Primavera aconteceu sim, mas neste hemisfério da
Terra onde agora residimos, o Hemisfério Sul, porque por aí no
Norte, foi o Outono quem fez a sua aparição.
Não pretendemos alongar-nos no desenvolvimento do tema, tanto
mais que no ano passado Voz do Seven redigiu artigo (Salve
Primavera) e tornar-se-ia agora fastidioso voltar a
falar de equinócios
(entrada da Primavera e Outono) ou de solstícios
(entrada do Verão e Inverno)... só relembramos que, como se
torna lógico, os equinócios (e também os solstícios)
acontecem no mesmo momento e então diremos com toda a
propriedade que o Outono em Portugal Continental teria entrado
às 23:23 horas também do dia 22 de Setembro visto que nesta
altura do ano os relógios andam por aqui atrasados 4 horas em
relação ao horário de Lisboa. A propósito, oferecemos este quadro em que estão
indicadas as "entradas" das Estações do Ano até
2010, frisando, nunca é demais, que ele está construído para o
que se passará no Hemisfério Sul.
Com o bichinho da saudade a roer-nos,
com o pensamento nos jovens alunos, Voz do Seven quer deixar aqui
ligação ao Planetário do Rio
de Janeiro. Neste elucidativo site com fotos misteriosas
e trabalhos de astrónomos, aconselha-se começar pelos Movimentos
da Terra, mas torna-se imprescindível visitar esta
página que até contém actividades.

Penalizando-nos por esta entrada ter vindo atrasada, saudemos, então, a chegada das novas estações e usufruamos do que elas nos podem oferecer, das suas belezas e até das condições climáticas, porque independentemente de por aqui irmos a caminho do Verão das temperaturas mais quentes, vós por aí, ao Norte do Equador, podereis gozar os prazeres de um Outono que tem beleza ímpar... o Outono das crianças de mochila escolar às costas, o Outono dos belos horizontes acastanhados, das ventanias e dos caminhos atapetados de folhas estaladiças, o Outono das primeiras chuvas, dos míscaros e dos tortulhos, o Outono das vindimas, do São Martinho das castanhas assadas e da água pé...
e calma, muita calma e paciência, naquelas doses que são receitadas aos familiares e aos próprios que recuperam de fracturas (de ossos) e até vem a propósito contar que já percorremos esta mega urbe de ponta a ponta e a receita continua por aviar... tem-nos valido a paciência do doutor, que nos atura e nos dispensa da dele (que é enorme)... obrigado doutor Carlos.
Mas não é destas quebraduras que desejamos falar... antes sim, das maleitas deste nosso amigo e fiel companheiro que, pacientemente, acata as nossas ordens e as coloca no ar sob a forma de caracteres gráficos que juntinhos uns aos outros, e em determinada ordem, compõem a bela e harmoniosa Língua Portuguesa amplamente divulgada a partir de Camões.

Como podem constatar, agora foi a vez do monitor ser atacado por doença desconhecida... e até nos apetece cantar os versos de Sérgio Godinho
Por
incrível que pareça, por incrível que pareça, |
![]() |
da série televisiva A Árvore dos Patafúrdios, que apesar de direccionada aos mais novitos fazia a delícia de muitos adultos.
Assim, de vez em quando,
dá-lhe, à imagem no ecrã do computador, para ficar
distorcida... distorcendo-nos do mesmo modo a paciência, a tal
paciência que apesar de tudo não vai faltando e até vai
sobrando (parecendo um contra senso) para darmos a quem dela
realmente necessita. Mas se a paciência fica em frangalhos, já
a imaginação desperta (não foram o engenho e a arte largamente
cantados por Camões?) e buscando "conhecimentos" ao
passado resolvemos cobrir o monitor com uma camisola de lã...
tal e qual... lembrámo-nos da juventude, ora pois, quando a
humidade atacava o aparelho de televisão lá de casa e o técnico
aconselhou a sua cobertura por pano e a colocação de cristais
de sulfato de cobre para beberem da dita humidade...
mezinha caseira disparatada (embora com algum fundamento
científico)? Que interessa? Se por um lado aliviamos a
consciência por não ficarmos parados perante o problema, por
outro, a verdade verdadinha é que isto resulta, aliás vai
resultando porque de vez em quando o emblema da minha Briooosa
lá resolve voltar a espichar p'ros lados (de modo proporcional
aos pontos perdidos na Liga de Futebol).
Em face do exposto, está explicada a falta de notícias... só
falta solicitar-vos compreensão e também uma pequena dose da
tão propalada paciência... nós cá vamos inventando, rogando a
todos os santinhos das tecnologias que não nos levem "a
alma" do amado monitor transformando-o em mero recipiente de
beatas ou
bitucas...

(preocupado com a falta ou inexistência de reciclagem dos materias informáticos que se vão deteriorando, Voz do Seven encaminha-vos para as Imagens Divertidas onde podereis apreciar aproveitamentos bem sugestivos, uns bem úteis outros nem tanto, mas que embelezam qualquer móvel como bibelô ... fica ainda o aviso de que este link das Imagens Divertidas se encontra aposto no item Momentos de Relaxe do Voz do Seven e que para além destas maravilhosas sugestões podereis ainda divertir-vos com outras imagens em que não falta pequena história muito aconselhável aos que têm por hábito saltar a cerca, porque elas têm sempre a última palavra.)
Imagens Divertidas
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Para visionar a imagem ao pormenor é favor fazer duplo clique na respectiva... para prosseguir o visionamento do álbum poderá seguir a "ordem natural das coisas" e clicar em next para avançar, ou previous para retroceder. Poderá ainda o caro visitante "retroceder", clicando no nome do álbum (a azul), e ter (novamente) a visão das miniaturas das fotos... aqui poderá optar pela visão do álbum em slide (clicando em slide show) podendo fazer pausa (pause) e/ou alterar o tempo de exposição de cada imagem. Clicando em VozdoSeven o caro visitante poderá ter acesso a muitos outros álbuns já construídos por esta ou aqueloutra razão. |
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| Imagens
Divertidas III aproveitamento dos restos do PC |
Imagens Divertidas IV | |
| Imagens
Divertidas V a última palavra é delas |
Imagens
Divertidas VI filho educado p'lo pai (dizem elas) |
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| Imagens
Divertidas VII loucas, outras nem tanto o reino animal ... é rei |
Imagens
Divertidas VIII mais umas... |
|
| Imagens
Divertidas IX mais outras... |
| sem idiotices e sem humilhação... |
| ... responsabilização perante a Escola |
A Escola E.B. 2,3 Prof. Mota Pinto, onde lecciona o amigo Agostinho do Arte por um Canudo, abriu as suas portas ao novo ano lectivo de 2005/06. Aos alunos (caloiros) que pela primeira vez se matricularam na Escola foi feita uma recepção digna de registo. Recebidos pelos alunos finalistas (do 9° ano) os novos alunos juraram, sob compromisso de honra, estudar e cumprir as regras da Escola. A cerimónia (registada em fotos p'lo Agostinho) foi selada pelo baptismo do caloiro (em que não faltou padre e padrinho) e pela assinatura do juramento de cumprimento de regras.
Se os estimados leitores se dignarem a ler os comentários apostos à notícia dada p'lo Arte por um Canudo verão que nem todos concordam com esta prática que apelidam de cerimónias praxistas. Na verdade, de um modo geral, estes rituais de integração dos caloiros à nova Escola (e à própria Praxe) não devem ser confundidos com a Praxe Académica, o conjunto das tradições académicas como o uso de Capa e Batina, a Queima das Fitas ou o Fado. A Praxe Académica, tão antiga quanto a Universidade e o aluno, é motivo de controvérsia... porque chegam-se a cometer exageros, violência, humilhação, mas a verdade é que, como nos diz a Enciclopédia Wikipedia, A Praxe até já desempenhou papel fulcral nas lutas estudantis nomeadamente contra o Salazarismo e a Guerra Colonial.
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Voz do Seven, que não advoga os
exageros doutros tempos e até concorda com o Código da Praxe
Académica de Coimbra,
editado em 1993, quando diz que...
só adere
à Praxe Académica de Coímbra quem quer... a prática da Praxe
deverá ser entendida como uma maneira de avivar tradições,
devidamente ajustadas aos dias de hoje. Como tal, temos que
aceitar a existência de uma evolução, pois o não à
estagnação é a única forma de evitar o desaparecimento e a
morte da Praxe, já que nunca se poderão considerar as acções
praxísticas como algo de inaceitável e desenquadrado da
sociedade...
deixa-vos com a possibilidade de aprofundar o tema
... ai tão bem que aqui se encaixa a rábula protagonizada, há um bom par de anos, por Ivone Silva e Camilo de Oliveira.
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*termo popular luso bêbedo
Aleexev será mais um entre milhões de utilizadores que possuem uma página pessoal na Internet. Tudo indica que Igor será de nacionalidade russa (a extensão ru no endereço[http://www.izpitera.ru] assim parece indicá-lo) e os álbuns que nos oferece revelam belas fotografias, muitas delas de rostos em expressão cativante... (Voz do Seven até se pergunta se este seu encantamento p'las gentes eslavas não será reflexo de termos sido incutidos, durante os anos da Guerra Fria, a ver o leste europeu como algo nefasto e pernicioso).
Voz do Seven não conhece e jamais tinha ouvido falar de Igor Aleexev...foi o acaso que nos levou até ele. Bem, faça-se ligeira correcção, porque só descobrimos o Igor após o sabor das ondas nos ter levado a blog (que já perdemos endereço e lamentamos não o poder indicar) e onde encontrámos uma verdadeira obra d'arte informática em que figura de mulher contorcionista (à boa maneira de leste) desce entre esferas de diferentes tamanhos passando por onde uma agulha teria dificuldade.

clicar
na figura para entrar
(não
interferir na descida, mas se a mulher travar... uma ajudinha com
o rato/mouse resolve o problema)
| Mozart ajuda a amenizar trauma de recém-nascidos | |
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A
notícia chega-nos
da Eslováquia e diz que |
Será?
Quanto ao moleque da esquerda, em sono profundo, a pergunta é se realmente a música irá desenvolver-lhe a inteligência e outras funções cerebrais... lá diz o povo que quem muito dorme pouco aprende.
Quanto ao outro, em berreiro desalmado, muitas hipóteses haverá a colocar... Mozart é estimulante do apetite e/ou das cordas vocais... o miúdo tem audição demasiado sensível ou já dá indicação que não poderá ser astronauta... talvez tivesse sido brindado com a versão áudio do Voz do Seven... talvez desejasse os sons ouvidos no quentinho e sossegado útero materno... poderia ter havido troca da sinfonia por relato radiofónico do último Sporting-Benfica (ou do Rangers-Porto ou até mesmo do Lyon-Real Madrid) ou por algum compacto de comentários desportivos do Galvão Bueno, Milton Neves ou Chico Lang... ou, xingando por todos os poros da santa paciência, talvez queira apenas ouvir as palavrinhas doces e carinhosas da mãe.
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A partir do uol.com.br "caimos" no viaje na viagem ricardo freire (a que haveremos de voltar para outras viagens) blog que como o nome indica nos descreve viagens feitas p'lo seu autor aos mais díspares cantos do mundo. Hoje 11 Setembro (é necesário ter em conta a data, porque cada viagem é anotada tipo diário) fomos a São Luís do Maranhão, capital do Estado com o mesmo nome e situado na Região Nordeste do Brasil. Esta transcrição vem a propósito de há uns dias termos ficados encantados com programa televisivo sobre a cidade... é que se desligássemos o som do aparelho de TV quase que juraríamos a pés juntos que estávamos a visionar paragens conhecidas tamanhas eram as semelhanças, principalmente a nível da arte do azulejo, mas os interlocutores diziam-nos que estávamos na chamada "cidade dos azulejos", São Luís do Maranhão... também antropólogo (cremos) cujo nome nos escapou dizia-nos que a região sofreu grande influência cultural da Universidade de Coimbra, para onde os seus filhos eram enviados para estudar... "é a região do Brasil onde melhor se fala o português", chegou a ser afirmado...
[São Luís] Patrimônio da Humanidade, foi fundada pelos Franceses. Mas foram os portugueses que, atraídos por seus mistérios, transformaram-na em uma cidade apaixonante.
Sem intenções de viajar ao passado antes sim de divulgar beleza, aqui ficam algumas ligações para os estimados leitores conhecerem um pouco sobre São Luís... a única capital brasileira que foi francesa, holandesa e portuguesa, conservando vestígios de todos, aos quais é preciso acrescentar o substrato das populações nativas tupinambás e suas variantes mestiças, como os mamelucos e os caboclos e a partir do século XVII, a chegada em massa dos escravos africanos... [transcrição]

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Carlos
Tevez, craque argentino ao
serviço do Corinthians sente-se discriminado p'las
arbitragens brasileiras e, paradoxalmente, afirma que |
O leitor concorda?
Sexta-feira, 9 de Setembro de 2005
Tevez se diz perseguido e
ameaça deixar o Corinthians
Atacante argentino acusa os árbitros de ofendê-lo
durante os jogos e prejudicarem sua carreira no futebol
brasileiro. Diz ainda que mulheres não podem atuar nem como
bandeirinha nos clássicos e ameaça sair do clube depois do fim do
Brasileiro
Cosme Rímoli
Tevez conseguiu tirar o foco do
pescoço do técnico Márcio Bittencourt. A principal estrela do
Corinthians revelou ontem não ter mais vontade de continuar no
futebol brasileiro. A razão: se diz perseguido pelos árbitros e
não está conseguindo demonstrar o seu talento porque se sente
pressionado em todas as partidas.
A declaração bombástica veio um dia depois de seu compatriota
Sebá ter acusado o árbitro Edilson Pereira de Carvalho de
tê-lo xingado no clássico contra o São Paulo.
Tevez aproveitou para dizer que mulheres não podem trabalhar
"nem como bandeirinhas" em clássicos. Em nome da
"seriedade", diz ele, homens deveriam formar o trio de
arbitragem em jogos importantes. No clássico, as auxiliares
foram Ana Paula Oliveira e Maria Eliza Correia, que tiveram
atuação normal.
"Não querem que um argentino vença no futebol brasileiro.
Não tenho mais vontade de continuar aqui se os juízes
continuarem a me perseguir. Sou xingado em todos os jogos. Contra
o São Paulo, o juiz não xingou só o Sebá. Também fui xingado
de "gringo de merda".
Se for para continuar assim, prefiro jogar na Europa", disse
Tevez. "Tenho coragem para falar o que os juízes fazem
comigo. Eles não têm coragem de assumir o que falam."
Apesar da gravidade da declaração, Tevez aparentava calma.
"Não estou fazendo só ameaça. Estou dizendo o que está
acontecendo. Não é desculpa. Como é que alguém pode jogar se
é xingado e perseguido em todos os jogos? Não esperava que isso
fosse acontecer no Brasil. Na Argentina o brasileiro pode mostrar
o seu futebol. Aqui não há interesse que o argentino se
destaque..."
A ameaça de perder o lugar na seleção argentina que vai à
Copa do Mundo também atormenta Tevez. "Não falei com o Kia
ou outro dirigente do Corinthians sobre a minha vontade de sair.
Achava que cumpriria os 5 anos do meu contrato.
Mas se a situação não mudar, vou falar. Fico para o Brasileiro
e depois vejo o que faço." Ele disse que, assim que chegou,
o preconceito era dos jogadores de outros clubes. "Sei o que
vivi no começo.
Agora, são só os árbitros." Em relação às mulheres do
apito, ele foi claro e, na opinião de alguns, grosseiro.
"Em
futebol mais sério, mulheres não devem trabalhar como
árbitros. É questão de capacidade. Em clássico não
pode!"
Tevez foi dar entrevista coletiva com agasalho do Manchester. Um
repórter achou estranha a vestimenta. Ele imediatamente tirou a
blusa. "Sou jogador da Nike. Ganhei essa blusa. Achei que
só não poderia colocar camisa dos rivais brasileiros.
Mas eu tiro." A diretoria do Corinthians - surpresa, assim
como a da MSI - pediu que integrantes do STJD acompanhem os jogos
do Corinthians. A intenção é mostrar que Tevez é perseguido.
Os juízes, além de ofendê-lo, deixariam os zagueiros
agredi-lo.
Modalidade tantas vezes esquecida, o Judo (judô) também dá medalhas
| Bronze Português Telma Monteiro | |
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| Cairo, Egipto | |
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| Ouro Brasileiro João Derly |
Bronze Brasileiro Luciano Corrêa |
Foto tirada do Uol.com.br
|
| em legenda: Edifícios de 16 andares são implodidos em Península de Tróia, na costa de Portugal, 50 km ao sul de Lisboa. No lugar dos prédios serão erguidas instalações turísticas em um investimento previsto em 300 milhões de euros |
Em 28 de Agosto, o Diário de Notícias fez dossier sobre o assunto
Voz do Seven mostra um pouco mais sobre a deslumbrante região
beleza
natural
A
Península de Tróia, situada na orla da Reserva Natural do
Estuário do Sado, é uma das mais belas da Europa. Em toda a sua
extensão é possível contemplar praias de areias brancas.
Habitat de espécies únicas e refúgio de colónias de
golfinhos, Tróia tem como pano de fundo o azul do mar e as
dunas, elementos da natureza que encantam a todos
cultura
Durante o período de ocupação romana, Tróia era uma ilha do
Delta do Sado, denominada Alcalá, onde estava a maior
concentração de indústrias de salga e preparados de peixe de
todo o Império, existindo ainda alguns vestígios desse passado
longínquo
Desta
vez não há que puxar p'la calculadora... Portugal já lá
está...
(vai-te embora ó
modéstia... um cataclismo não acontece duas vezes, ora pois)
P'ra
Alemanha 2006
Aveiro Letónia 12 de Outubro Dragão - Porto |
||
Alguém viu por aí o site da Federação Portuguesa de Futebol? Já o busco há mais de mês e nada. Valha-nos a boa prestação das Selecções, porque a nível de "cúpulas" estamos feitos... ai Madaíl, Madaíl.
A
Selecção Nacional Portuguesa de Futebol empatou (00) na Rússia e,
também devido ao empate cedido pela Eslováquia (11) na
Letónia, quase que carimbou o passaporte para a Alemanha 2006.
Quando faltam dois jogos (aos 3 primeiros) para finalizar o Grupo
3,
Portugal continua primeiro classificado com 24 pontos mais 5 que
Eslováquia e Rússia ambos empatados no 2° lugar (com 19
pontos, está claro). Como só uma destas duas equipas pode
atingir 25 pontos (jogam entre si no dia 12 de Outubro na
Eslováquia) a Portugal basta atingir essa meta dos 25 pontos (falta 1 ponto...
1 pontinho apenas) pois tem vantagem no desempate com
qualquer uma delas. Faltando receber as "acessíveis"
selecções do Liechtenstein e da Letónia, deixemo-nos de
modéstias e compremos os foguetes,
porque dia 8 de Outubro (não nos castigais ó deuses dos
cataclismos) poderemos festejar a ida a mais um Campeonato
Mundial de Futebol, o quarto, repetindo 1966 (3° lugar de boa
memória), 1986 (México) e 2002 (Japão e Coreia do Sul), estes
dois últimos a mancharem a reputação lusa nem tanto p'lo
futebol jogado antes sim pelos acontecimentos extra-futebol,
infelizmente ainda envoltos em mistério... enfim, o futebol é
realmente um mundo à parte.
Sobre o desafio disputado em Moscovo, a que Voz do Seven assistiu
graças ao obséquio da ESPNBrasil, não nos vamos pronunciar,
como é hábito, sobre o que se jogou, se bem se mal... só uma
achega a certos comentadores de ocasião que levantam a voz ao
seleccionado português, dizendo que não foi ambicioso, audaz,
para conquistar a qualificação já neste desafio (tanto que os
russos ficaram reduzidos a 10 jogadores)... pois, pois... no
final todo burro fala línguas, pois essa qualificação não
estava dependente também do resultado do Letónia vs
Eslováquia? Certamente que as ordens recebidas eram de jogar
para as encomendas e espreitar a vitória
que por acaso não aconteceu... quanto a nós, a táctica de não
perder na Rússia é de plena aceitação.
Em
final de crónica, Voz do Seven não poderia deixar de endereçar
uma palavra amiga ao Cristiano Ronaldo p'lo falecimento de seu
pai que aconteceu na véspera do desafio e, exactamente por este
facto, também dar-lhe todo o apoio p'la sua decisão em desejar
disputar o desafio. Cristiano Ronaldo honrou a memória de seu
pai. Este que vos escreve tomaria a mesma atitude... que se calem
esses falsos puritanos, defensores de um conservadorismo bacoco,
porque jamais eles entenderão lidar com uma morte anunciada.
(Louve-se a discrição da imprensa)
7 de Setembro de 1822
| OUVIRAM DO IPIRANGA AS MARGENS
PLÁCIDAS DE UM POVO HERÓICO O BRADO RETUMBANTE, E O SOL DA LIBERDADE, EM RAIOS FÚLGIDOS, BRILHOU NO CÉU DA PÁTRIA NESSE INSTANTE. |
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Voz do
Seven, órgão lusitano dos sete costados, como defensor da
auto-determinação dos povos não pode deixar de associar-se às
comemorações do 183° aniversário da Independência do Brasil
. Não é a primeira vez que Voz do Seven redige sobre esta data
histórica que marca o fim do Brasil colónia portuguesa e atesta
o nascimento do Brasil Nação Independente. Ainda nem sequer
este espaço era esboço mental, já o 7 de Setembro era
mencionado ao de leve levezinho
em artigo de título Oi, pode falá que o Seven
publicou no semanário Defesa da Beira da sua Santa Comba. Em
2004, já o Voz do Seven arregaçou as mangas, pesquisou e
redigiu texto mais elaborado... deu-lhe como título Independência ou
Morte, a célebre frase proferida por D. Pedro
(futuro Imperador do Brasil) nas margens do Ipiranga, riacho que
cedeu o seu nome à citada exclamação conhecida como o Grito do
Ipiranga e que é cantado logo de início na primeira estrofe do Hino Nacional
Basileiro. No ano transacto, Voz do Seven colocou
também sondagem/enquete à presença de
Santana Lopes, então Primeiro-Ministro de Portugal, nas
Comemorações da Independência em Brasília e publicou análise
que, infelizmente, não foi bem aceite (ou mal interpretada) e
recebeu dura crítica de visitante...
injusta diga-se, já. Passou um ano, é verdade, a
"coisa" até poderia entrar nos anais do esquecimento,
mas se é fácil apagar, deletar,
das páginas da internet, já da nossa memória é, digamos,
impossível... é que a crítica não foi feita ao
redactor/escritor de costas largas, essas palavras feriram sim e
muito, demasiado, a sua lusitanidade.
Àparte os desabafos de um Beirão casmurro, continue-se que o
dia é de festividade e para além das ligações assinaladas,
Voz do Seven quer oferecer-vos ainda esta leitura do almanaque e uma página
contendo vários sites sobre a História do
Brasil, porque aprofundar para entender a
História é preciso e jamais tentá-la apagar ou adulterar.
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Em 23 de
Outubro o
Povo Brasileiro vai a votos. Não para eleger quem quer
que seja, antes sim para opinar e decidir sobre a questão
da compra e venda de armas no Brasil. |
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O eleitor terá na urna electónica duas teclas à sua disposição, correspondendo a tecla 1 ao não à proibição e a tecla 2 ao sim à proibição do comércio de armas.
Apesar
de (ainda) não ter direito a voto, Voz do Seven diz SIM à proibição... no dia
23 de Outubro Voz do Seven apertaria a tecla 2 | |||||||
Não se julgue que esta posição perante o desarmamento vem de agora, por influência directa do debate e campanha (que parece que está a dar os primeiros frutos) aqui no Brasil. Não, de maneira alguma. Voz do Seven não gosta de armas, tem horror a armas e é contra o armamento civil, por perigoso e completamente desnecessário em todo e qualquer Estado/Nação de direito. Em livre pensamento afirma-o bem alto e nem coloca ses hipotéticos, pois é assim que pensa o seu autor que neste texto veste a pele do Neves, AJ por ser ele que tem pânico às armas, muito em parte devido a que jamais pegou numa que se preze... e tem idade para isso, digo-vos. Só não peguei porque o feliz dos acasos aconteceu e nem que fosse só por isso digo-vos que valeu a pena a Revolução dos Cravos em Portugal.
Continue a ler... entre e leia "coisas da guerra que não vivi, mas que senti"...
Como podem constatar, a crónica, o texto, passou a ser redigido na primeira pessoa, porque tornou-se necessário, porque as memórias de juventude afloram em catapulta e relembro aquela guerra, para mim a mais estúpida das guerras que estropiou e matou milhares de jovens, portugueses e seus irmãos africanos das antigas colónias. O meu ser estremece ao falar nisto, recorda a Escola Primária e os cânticos guerreiros d' Angola é nossa, gritarei... não me pergunteis a razão, mas as minhas entranhas parece que sentem uma necessidade enorme de serem exorcizadas de um fantasma que não tem razão de existir, porque nem fui à guerra, a essa guerra chamada de colonial. Bom, o meu corpo não esteve lá, mas digo-vos com sinceridade que também eu vivi muito intensamente essa época porque lidei diariamente com o sofrimento de uma mãe, em angústia permanente pela ausência de seu filho lá por terras do Cu de Judas, não entendendo sequer (querendo lá saber...) que interesses ele ia defender. E essa mãe em sofrimento, não se poderia alegrar mesmo que as novas vindas de África fossem boas (ou pelo menos não fossem más) porque outro filho se seguiria na linha de produção de mais homens p'ra Angola em força, já... esse "outro filho" sou eu, este que vos fala e que pela primeira vez escreve sobre o assunto. Sem medos e talvez por necessidade e também para que os mais novos meditem. Teria eu os meus 12 anos quando tomei contacto com a dura realidade de que meu irmão, mais velho que eu 9 anos, iria "lá para fora" combater na guerra colonial. Até recordo o exacto momento... estávamos, eu e meu irmão, sob a parreira de videiras no quintal de casa em concurso de "setas ao alvo" disparadas por, nem de propósito, pressão de ar (espingarda de chumbinho) e um vizinho, passando, questiona-o sobre a vida... a vida militar certamente... meu irmão não falou, bateu com a palma da mão direita sobre o dorso da mão esquerda, uma duas vezes, em sinal inequívoco de que ia... ia embora... estava mobilizado para o Ultramar, ia zarpar para longe. Nada perguntei, mas entendi... depois havia aquele saco, verde escuro, aquela mochila onde ele apenas podia transportar o essencial cada vez que vinha a casa gozar os dias de licença antes do embarque... e tantos que foram os adiamentos, parece que a táctica dos adiamentos era para despistar as "secretas" que pudessem informar o inimigo... eu hoje mandava-os (a eles aos coronéis ao sistema) à outra banda exigindo-lhes justificação por gozarem com os sentimentos de um mãe, de uma família... de um Povo.
Meu irmão nunca soube das lágrimas que minha mãe derramava quando ditava os aerogramas (que tinham de ser comprados... 20 centavos) que eu escrevia e que direccionava para o soldado condutor número não sei quantos barra 67 p'ro SPM 5826 ou 5126 não interessa. Nessas cartas falava-se de tudo um pouco, desde o Sporting dele ao meu Benfica que lhe ganhava, passando até pela gata que tinha ido parir aos sacos dos farrapos que o meu pai trazia da Alfaiataria e depositava na loja de arrecadações... o que interessava era levar até ao Cuango, Norte de Angola, notícias d'Aquém-Mar que o entretivessem e jamais que lhe pudessem aumentar os problemas que já tinha.
![]() a partida |
![]() a chegada |
![]() os abraços |
A chegada de meu irmão a Lisboa,
ao cais de Alcântara foi triunfal... não para ele que não teve
direito a medalha de mérito, pois estas estavam guardadas para
aqueles que tinham perdido um braço ou uma perna ou para o peito
dos seus familiares mais próximos que recebiam a condecoração
de semblante mais carregado que o luto que vestiam.
O triunfo foi meu
porque pela primeira vez fui a Lisboa, à capital do país...
porque vi nascer o dia ao lado da majestosa Ponte sobre o Tejo
(hoje 25 de Abril na altura chamada de Salazar) tendo ao largo,
naquele imenso Tejo de luzes reflectidas, o iluminado navio que
trazia as tropas...
porque delirei com as manobras do atracar do navio (Uíge se não
me engano)...
porque fiquei de boca aberta com a visão de centenas, de
milhares de homens todos os iguais a acenarem, menos um que não
lia o letreiro Santa Comba Dão...
Que maior riqueza poderia ser dada a um jovem daquela época que
nada conhecia, apesar de ter crescido e estava agora com 15 anos,
pois tudo isto já se passa depois do meu aniversário de
Novembro... era Dezembro, dia 22 ou 23 talvez.
Jamais esquecerei, também, a azáfama do desembarque onde os
abraços eram temperados pelas saborosas lágrimas das mães,
namoradas e esposas... (outras) mulheres, talvez madrinhas de
guerra de homens que nunca tinham visto, pesquisavam de foto
em punho p'los seus queridos que tardavam em encontrar... mas
"tal como bela sem senão" o meu encantamento ficou
severamente manchado para toda a minha vida e me criou grande
sentimento de revolta por ver do alto da varanda do cais de
Alcântara o despudor de descarregarem como mercadoria dezenas e
dezenas, talvez centenas de urnas contendo os restos mortais de
homens militares... esta manobra feita em plena luz do dia e à
vista de quem espreitasse seria propositada?
Comecei por falar de desarmamento, viajei à guerra, à guerra
que eu vivi e afinal não senti (na pele) graças aos deuses da Liberdade... feliz me sinto por ter acabado...
louvemos por, agora reunidos em comunidade, todos estarmos em
Paz, nós portugueses e os irmãos africanos, porque...
estremeço só de pensar em situação imaginária, mas não
irreal, que por teias tecidas p'lo diabo do destino eu me
encontrasse um dia, em mata qualquer africana, de arma na mão
frente a frente com neto de meu avô paterno que, emigrante por
terras de Angola, deixou (também) prole afro-descendente.
|
Meu avô, Manuel Neves, que partiu para Angola nos anos 30 do século passado e que jamais regressou. Apesar de não poder esconder uma certa mágoa por se "ter esquecido" das suas origens, presto-lhe devota homenagem. |
De Portugal também se fala
![]() A "equipa de todos nós " é notícia no Uol.com.br |
![]() Portugal Seleção de Scolari pode obter vaga na Copa na quarta-feira |
|||
(já devia ter ido p'ro ar, mas o tempo... ai o tempo que nos roubou tanto tempo)
Lusófonos com um pé na Copa 2006
Aquilo que se desejava aconteceu. |
Hoje é Domingo, 4 de Setembro. Aqui em S. Paulo o dia nasceu com
o Sol a espreitar entre nuvens, mas desconhecemos por completo
como estará o tempo por Brasília, onde, no Estádio Mané
Garrincha, a Selecção Nacional Brasileira joga p'lo apuramento
para o Mundial 2006. O desafio é ante a Selecção do Chile e
venham de lá os raios e coriscos que possam vir... os Canarinhos
devem carimbar já hoje o passaporte para a Alemanha 2006.
Assim se deseja.
Como se anseia igualmente que a Selecção Nacional de Angola
ultrapasse a primeira barreira das duas que faltam para cortar a
meta da longa corrida da qualificação na Zona Afro. Colocados
em primeiro lugar no Grupo 4, com os mesmos pontos da Nigéria
(mas em vantagem no desempate), os Palancas Negras
sentem-se na obrigatoriedade de ganhar hoje, 4 de Setembro, o
desafio ante o Gabão que se disputa no Estádio da Cidadela na
capital Luanda. Depois de dar este salto, como se espera, o
seleccionado angolano, note-se que só depende de si próprio,
terá que ir conquistar fora de portas os 3 pontos da vitória,
desafio que será frente ao Ruanda em Outubro próximo, dia 9.
Lembramos que Voz do Seven está a jogar p'lo seguro, não
contando com um possível brinde (derrota ou empate) vindo da
parte da Nigéria que hoje joga na Argélia e dia 7 de Outubro
recebe o Gabão.
Falta-nos falar da Selecção Nacional Portuguesa, embora já tivéssemos feito post a noticiar o resultado. Bem, ontem, dia 3 de Setembro, foi dado mais um passo rumo ao Mundial 2006. O adversário foi a Selecção Nacional do Luxemburgo e os Quinas venceram por um concludente 60. O resultado deve considerar-se dentro da normalidade atendendo ao grande querer da equipa de todos nós em busca da qualificação e, sem menosprezar quem quer que seja, também devido à (grande) diferença de valores entre os dois seleccionados. Não comentamos o desafio, mas a grande ilação que se pode tirar deste desafio é que Portugal joga com personalidade e determinação independentemente do nome do adversário... certamente à imagem do seu seleccionador Felipe Scolari e também, porque não referi-lo, do seu capitão Luís Figo cuja presença em campo transmite querer e tranquilidade não só aos companheiros, mas também a nós, fiéis torcedores.
E a concretização do sonho (nosso sonho, pelo menos) de ver as 3 selecções lusófonas no Campeonato Mundial de 2006 é possível e cremos que estão reunidas as condições... o apuramento de Angola será o mais preocupante, mas está perfeitamente ao alcance... a qualificação do Brasil acontecerá naturalmente (ainda joga na Bolívia e recebe a Venezuela) e a de Portugal até pode acontecer já na próxima Quarta-feira, desde que a Eslováquia não vença na Letónia e os portugueses levem de vencida a Rússia em Moscovo
| Transmissão
TV 12:00 horas |
|
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Horas locais converter
... não se julgue que esta
posição (a favor do desarmamento da população civil) vem de agora... Voz
do Seven não gosta de armas, tem horror a armas e é contra o
armamento civil, por perigoso e completamente desnecessário em
todo e qualquer Estado/Nação de direito. Em livre pensamento
afirma-o bem alto e nem coloca ses
hipotéticos, pois é assim que pensa o seu autor que neste texto
veste a pele do Neves, AJ por ser ele que tem pânico
às armas, muito em parte devido a que jamais pegou numa que se
preze... e tem idade para isso, digo-vos. Só não peguei porque
o feliz dos acasos aconteceu e nem que fosse só por isso
digo-vos que valeu a pena a Revolução
dos Cravos em
Portugal.
Como podem constatar, a crónica, o texto, passou a ser redigido
na primeira pessoa, porque tornou-se necessário, porque as
memórias de juventude afloram em catapulta e relembro aquela
guerra, para mim a mais estúpida das guerras que estropiou e
matou milhares de jovens, portugueses e seus irmãos africanos
das antigas colónias. O meu ser estremece ao falar
nisto, recorda a Escola Primária e os cânticos guerreiros d'
Angola é nossa, gritarei... não me pergunteis a
razão, mas as minhas entranhas parece que sentem uma necessidade
enorme de serem exorcizadas de um fantasma que não tem razão de
existir, porque nem fui à guerra, a essa guerra chamada de
colonial. Bom, o meu corpo não esteve lá, mas digo-vos com
sinceridade que também eu vivi muito intensamente essa época
porque lidei diariamente com o sofrimento de uma mãe, em
angústia permanente pela ausência de seu filho lá por terras
do Cu de Judas, não entendendo sequer (querendo lá saber...)
que interesses ele ia defender. E essa mãe em sofrimento, não
se poderia alegrar mesmo que as novas vindas de África fossem
boas (ou pelo menos não fossem más) porque outro filho se
seguiria na linha de produção de mais homens p'ra Angola
em força, já... esse "outro filho" sou eu, este
que vos fala e que pela primeira vez escreve sobre o assunto. Sem
medos e talvez por necessidade e também para que os mais novos
meditem. Teria eu os meus 12 anos quando tomei contacto com a
dura realidade de que meu irmão, mais velho que eu 9 anos, iria
"lá para fora" combater na guerra colonial. Até
recordo o exacto momento... estávamos, eu e meu irmão, sob a
parreira de videiras no quintal de casa em concurso de
"setas ao alvo" disparadas por, nem de propósito,
pressão de ar (espingarda de chumbinho) e um vizinho, passando,
questiona-o sobre a vida... a vida militar certamente... meu
irmão não falou, bateu com a palma da mão direita sobre o
dorso da mão esquerda, uma duas vezes, em sinal inequívoco de
que ia... ia embora... estava mobilizado para o Ultramar, ia
zarpar para longe. Nada perguntei, mas entendi... depois havia
aquele saco, verde escuro, aquela mochila onde ele apenas podia
transportar o essencial cada vez que vinha a casa gozar os dias
de licença antes do embarque... e tantos que foram os
adiamentos, parece que a táctica dos adiamentos era para
despistar as "secretas" que pudessem informar o
inimigo... eu hoje mandava-os (a eles aos coronéis ao sistema) à
outra banda exigindo-lhes justificação por gozarem com os
sentimentos de um mãe, de uma família... de um Povo.
Meu irmão nunca soube das lágrimas que minha mãe derramava quando ditava os aerogramas (que tinham de ser comprados... 20 centavos) que eu escrevia e que direccionava para o soldado condutor número não sei quantos barra 67 p'ro SPM 5826 ou 5126 não interessa. Nessas cartas falava-se de tudo um pouco, desde o Sporting dele ao meu Benfica que lhe ganhava, passando até pela gata que tinha ido parir aos sacos dos farrapos que o meu pai trazia da Alfaiataria e depositava na loja de arrecadações... o que interessava era levar até ao Cuango, Norte de Angola, notícias d'Aquém-Mar que o entretivessem e jamais que lhe pudessem aumentar os problemas que já tinha.
![]() a partida |
![]() a chegada |
![]() os abraços |
A chegada de meu irmão a Lisboa,
ao cais de Alcântara foi triunfal... não para ele que não teve
direito a medalha de mérito, pois estas estavam guardadas para
aqueles que tinham perdido um braço ou uma perna ou para o peito
dos seus familiares mais próximos que recebiam a condecoração
de semblante mais carregado que o luto que vestiam.
O triunfo foi meu
porque pela primeira vez fui a Lisboa, à capital do país...
porque vi nascer o dia ao lado da majestosa Ponte sobre o Tejo
(hoje 25 de Abril na altura chamada de Salazar) tendo ao largo,
naquele imenso Tejo de luzes reflectidas, o iluminado navio que
trazia as tropas...
porque delirei com as manobras do atracar do navio (Uíge se não
me engano)...
porque fiquei de boca aberta com a visão de centenas, de
milhares de homens todos os iguais a acenarem, menos um que não
lia o letreiro Santa Comba Dão...
Que maior riqueza poderia ser dada a um jovem daquela época que
nada conhecia, apesar de ter crescido e estava agora com 15 anos,
pois tudo isto já se passa depois do meu aniversário de
Novembro... era Dezembro, dia 22 ou 23 talvez.
Jamais esquecerei, também, a azáfama do desembarque onde os
abraços eram temperados pelas saborosas lágrimas das mães,
namoradas e esposas... (outras) mulheres, talvez madrinhas de
guerra de homens que nunca tinham visto, pesquisavam de foto
em punho p'los seus queridos que tardavam em encontrar... mas
"tal como bela sem senão" o meu encantamento ficou
severamente manchado para toda a minha vida e me criou grande
sentimento de revolta por ver do alto da varanda do cais de
Alcântara o despudor de descarregarem como mercadoria dezenas e
dezenas, talvez centenas de urnas contendo os restos mortais de
homens militares... esta manobra feita em plena luz do dia e à
vista de quem espreitasse seria propositada?
Comecei por falar de desarmamento, viajei à guerra, à guerra
que eu vivi e afinal não senti (na pele) graças aos deuses da Liberdade... feliz me sinto por ter acabado...
louvemos por, agora reunidos em comunidade, todos estarmos em
Paz, nós portugueses e os irmãos africanos, porque...
estremeço só de pensar em situação imaginária, mas não
irreal, que por teias tecidas p'lo diabo do destino eu me
encontrasse um dia, em mata qualquer africana, de arma na mão
frente a frente com neto de meu avô paterno que, emigrante por
terras de Angola, deixou (também) prole afro-descendente.
|
Meu avô, Manuel
Neves, que partiu para Angola nos anos 30 do século
passado e que jamais regressou. Apesar de não poder esconder uma certa mágoa por se "ter esquecido" das suas origens, presto-lhe devota homenagem. |
Já ia sendo tempo de falar deste tempo que nos atrapalha e que nos roubou tanto tempo que a maioria das entradas entrou fora de tempo.
Redigir sobre a
Hora nunca foi fácil... também não se pretende (por ora)
dissertar sobre a questão. Talvez um dia se fale, quem sabe, de
fusos horários, do Meridiano de Greenwich, da existência de um
Tempo Coordenado Universal, das razões de no Ocidente ser
"mais cedo", das "Horas de Verão e de
Inverno", das histórias da criação da Hora...
Por enquanto faz-se a presente entrada unicamente com o objectivo
de facilitar a vidinha aos estimados visitantes, visto
que Voz do Seven tem conhecimento que alguns vêm a este espaço
com o intuito de se esclarecerem sobre o assunto.
|
Assim, Voz do Seven deixa-vos, não com um, mas com dois modelos
de pesquisa da Hora Legal nos mais variados pontos do Planeta.
Chama-se a atenção, sem alarmismos, de que o modelo da vossa
esquerda (thetimeNOW.com) apresenta uma
imprecisão, de imediato detectada por se prender com a Hora
Legal nos territórios portugueses de Madeira e Açores e
talvez seja essa a razão que nos levou a colocar o modelo da
direita... é que em caso de alguma dúvida sempre temos a
possibilidade de fazer uma comparação. Compreende-se que
hipotéticos erros fogem à alçada de Voz do Seven, mas
agradece-se que quando detectados tenham a fineza de os denunciar
em comentário.
Se no modelo da esquerda Voz do Seven não pode
"mexer", já no outro é possível (as
"bandeirinhas" são nossas) colocar os nomes das
regiões na Língua Portuguesa, o que se tentará fazer com o
andar do tempo.
Algumas considerações
UTC
ou TUC é o Tempo Universal
Coordenado... sucedeu à designação TMG ou GMT (Tempo
Médio de Greenwich) e diz-se que a citação desta antiga
denominação deve evitar-se
De um modo geral a Hora de um país ou região depende do fuso
horário em que está inserida, mas muitos países adoptam a sua
própria estratégia horária. Entende-se por fuso horário cada
uma das 24 partes em que se divide a Terra tendo em atenção os
meridianos das longitudes. A cada fuso corresponde 1 hora e tem
15 graus de amplitude resultantes da divisão dos 360 graus de um
círculo pelas 24 horas do dia.
UTC sem nenhuma designação à sua direita funciona como
charneira (assim como UTC 0) na definição dos fusos horários.
O fuso UTC abrange o Meridiano de Greenwich e a sua área contém
cidades como Londres e Lisboa, mas atenção que estas cidades
só possuem Tempo UTC durante o Horário de Inverno (no Verão
será UTC +1) e então UTC é também sinónimo de WET (Tempo
Ocidental Europeu) ou até de TMG ou GMT.
Para a direita (oriente, leste) do fuso UTC os relógios aumentam
1 hora por cada fuso horário. Para ocidente dá-se o inverso com
o atraso de 1 unidade na Hora (ver
lista de
fusos horários na Enciclopédia Wikipedia ). Registe-se que a
constituição dos fusos
horários
não é tão linear como se disse... os países, os povos,
modificam-nos à sua maneira tendo em conta muitos factores sejam
eles de fronteiras exteriores ou de divisórias territoriais
dentro do país ou até de unificação nacional.
Atente-se ainda que nem todos os países adoptam dois tipos de
horário (de Verão e de Inverno) e que dentro do próprio país
pode haver regiões que adoptem e outras não, sendo o Brasil um
dos casos e que interessa revelar aqui na nossa exposição. No
Brasil, temos a considerar 4 fusos horários, desde o UTC2
de Fernando de Noronha ao UTC5 do Estado do Acre passando
pelo UTC 3 da capital Brasília, cuja hora
se considera, de um modo geral, como a Hora do Brasil, visto a
hora de um país ser frequentemente focada pela hora da sua
capital independentemente de possuir diferenças horárias no seu
território. Essas diferenças horárias seguem as linhas
meridionais dos fusos no Mapa A (fora do horário de Verão), mas
durante a vigência da Hora de Verão (de Outubro a Fevereiro)
podemos ver (Mapa B) que o acrescento de 60 minutos não se dá em todo o país... só Região Sul (Rio Grande do Sul, Santa
Catarina e Paraná), Região Sudeste (São Paulo, Rio de Janeiro,
Minas Gerais e Espírito Santo), Região Centro-Oeste (Mato
Grosso, Goiás e Mato Grosso do Sul) e Distrito Federal
(Brasília).
Em reforço, recomenda-se a consulta ao Quadro I (fora do horário de Verão) e Quadro II (Hora de Verão) e tomar atento nas diferenças horárias para Brasília.
| No Mapa A podemos ver as diferenças horárias nos vários estados do Brasil fora do horário de Verão, tomando como exemplo as 12 horas de Brasília (UTC 3) | Mapa B consideremos, como exemplo, as 12 horas em Brasília (agora com UTC 2 e Lisboa com UTC) e vejamos o que os relógios marcarão no restante território | ||
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| Mapa A | simbologia estados | Mapa B ampliar | |
Na República Portuguesa, a hora de Portugal Continental coincide com a hora da Região Autónoma da Madeira e está adiantada 1 hora em relação à hora da Região Autónoma dos Açores. Lembramos que durante o Horário de Inverno, a hora legal de Portugal (Continente e Madeira) coincide com o Tempo Universal Coordenado (UTC) e durante a Hora de Verão está adiantada em 1 hora (UTC +1)... deduzindo-se que nesta altura de Verão no Hemisfério Norte os Açores estão em UTC. A legislação em Portugal determina que a Hora de Inverno entra em vigor no último Domingo de Outubro e a Hora de Verão no último Domingo de Março.