maio 15, 2005
Que a sorte e os bons jogos estejam com os portugueses.Tem sido quase um acontecimento sem cobertura.Ainda bem que o fazes.
Olá Antonio: tu não fazes a 'cobertura'. Tu descobres, para nós leitores, os factos. Beleza.
(só não sei se a turma vai entender o 'poderdes' que utilizas. Já deves ter percebido que, aqui no Brasil, é mais na base do 'eu posso, nóis pode'. Resultado de não se ter a mais remota preocupação com educação)
De qualquer modo, parabéns.
Caro Santos Passos:
A Escrita deve ter por base a evolução
Partindo dessa premissa, que é pessoal, eu tento melhorar a minha forma de redigir. Sei que devo escrever para que todos me entendam, mas também penso que se deve procurar a correcção e escrever como deve ser, mesmo sem ser no aspecto formal.
"Poderdes".
Juro-te que nem sei se esse tempo de "infinito pessoal" do verbo poder, esse "poderdes" que até a mim me soa estranhamente, estará correctamente empregue e, agora que me chamaste à atenção, se não seria mais correcto o tempo do Presente do Conjuntivo... "para que possais".
É tempo de te alertar caro amigo que a minha base de formação académica (que não cheguei a completar) não se prende com a linguística... de maneira alguma... o meu estudo da Língua Portuguesa na Escola não foi além do antigo 5° ano dos Liceus (serão mais cinco após os 4 anos de Escola Primária) e a partir daqui como fui para "científicos", a Língua ficou, inexplicavelmente, sem estudo... eram outros tempos, d'outro Portugal.
Portanto, o que evoluí na Língua Portuguesa tem a ver sim com o que li, os autores que li, as gentes com quem convivi (um padre, por exemplo, usa ou abusa nem sei, do "vós" enquanto o povo em si emprega o "vocês") e até as apetências pessoais devidadamente acompanhadas por dicionário (aqui tens um de livre acesso e só conheço mais outro gratuito, mas em que é necessário pequeno e simples cadastro).
Estou a alongar-me com a explicação, mas tona-se necessário, porque esta coisa dos tempos verbais confundem-me bastante... talvez pelo massacre que levei nos tempos de Escola, em ter que fazer por escrito as conjugações de verbos que por mais simples que eles parecessem, nunca dava para entender, o porquê de se insistir e nunca se usar o "mais-que-perfeito"... e quem o usa, quem o entende?
Dizes que... "por aqui"... caro Santos Passos... "por lá também". Esse "problema" de usar os verbos nos tempos conjuntivo e impessoal (para só citar estes) é geral e abrange o menos culto, mas também o letrado. Digamos que não é costume, mas se existe eu tento aplicar, de vez em quando, "algo diferente do dia-a-dia. É verdade que eu poderia escrever esse "poderdes" de forma mais simplificada e atalhar-lhe com um "para que vocês possam" (por exemplo) e até me tiraria trabalho (porque obrigatoriamente e para me sentir mais seguro faço a confirmação dos termos menos empregues e é usual, embora nem sempre e por isso escape algo, fazer a correcção no "corrector de texto "do "Português de Portugal" (que por aqui gostam de chamar de Português Europeu... que seja) também de livre acesso na tal ligação que te deixei atrás para que algum C, P ou H mudos não me fuja nesta luta mental de escrever o "meu português" sob as influências do "português do Brasil")
É tempo de finalizar dizendo-te ainda que as tais ligações aos dicionários estão "linkadas" (uma atrocidade à Língua que não deve demorar em ser oficializada)no Voz do Seven o que permite ao leitor curioso que tenha apetite de "aprender mais qualquer coisinha" de ir ver o que raio quer dizer tamanho palavrão...
Um abraço para ti caro Santos Passos e o repectivo convite de volta sempre e, já estava a esquecer o que é afinal o mais importante, gostava de lembrar, a ti e a todos os que me lêem, que de maneira alguma tento mostrar que "escrevo melhor que este ou aquele, por empregar esta ou aquela palavra mais desconhecida", porque eu quando escrevo é (também) para aprender. Para mim a Escrita é (também) Aprendizagem. Abraço a toda a malta.
Caro Santos Passos: até me esqueci de te agradecer o elogio... mas lembra-te que "escrever, dá-me gozo, muito gozo "... e faço tudo para dar prazer porque afinal eu também usufruo prazer... como tanta coisa na vida... e quando se trata de assunto relacionado entre estas duas pátrias que, inexplicavelmente, estão tantas vezes de costas voltadas, mais me gozo me dá escrever... tudo faço e sempre procurarei fazer, para que a cooperação luso-brasileira fique mais estreita e funcione sempre nos trinques.
Amigo Seven:
Nunca será de mais louvar (repetindo-me), a qualidade dos trabalhos com cuja leitura me entreténs diàriamente. Admiro a humildade, com que respondes aos elogiosos comentários, que te são dirigidos pelos teus fiéis visitantes. A humildade é, para mim, a mais extraordinária das virtudes mas, não concordo, com as considerações que fazes acima, referindo algumas lacunas no teu português, justificando-as. Eu entendo-te sem palavrões ou outros preciosismos em que o português é fértil, atrevendo-me a dizer, que é com esta simplicidade linguística, que todos nos entendemos fácilmente. Tú, que até tens direito a ícone pessoal no meu ambiente de trabalho, não nos obrigues a grandes esforços cerebrais para te entendermos, porque mais dia menos dia desabafaremos: «Que grande chato este gajo me saíu»!!!. Um grande abraço.
Alipio Calisto
Parabéns amigo Seven.........
Desesperado para saber os resultados de Portugal nesta competição de futebol de Praia, felizmente encontrei a Voz de Seven, é triste estarmos longe e nada sabermos sobre aquilo que gostamos.
É lógico que vos vou agregar à minha página pessoal para que mais gente vos possa ler.
Um abraço, e.... VIDA LONGA
António Sousaesilva