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Ciumenta quanto baste, a
cachorra que vim encontrar por estas bandas e que se apaixonou de
imediato pelos odores que transportei desde a minha santa
terrinha, parece que também quer "armar" numa de
Raposão. Certamente se lembram do felpudo que me acompanhava nas
inúmeras passeatas por Santa Comba e que um dia, em pausa
refrescante, o seu olhar me pediu que passasse a texto os seus
pensamentos. Como ficou belo e digno de qualquer defensor da vida
animal, não fosse ele um canino verdadeiramente cãocultural,
fiz do texto artigo e publiquei-o no semanário Defesa da Beira
onde o Seven costumava escrevinhar e posteriormente, após o
nascimento do Voz, até lhe arranjei aqui um cantinho, pequeno mas arrumadinho, que o Raposão
como vira-latas que se prezava ser nunca foi de exigências.
Pois, a Lady, que à semelhança do Raposão viu quase de
imediato o seu nome rebaptizado para Piruças porque tal
denominação me lembra algo pequeno e irrequieto, a Lady, dizia
eu, algumas vezes vem até à minha beira. Vaidosa e exigente,
talvez em demasia, tenta a todo o custo despertar-me a atenção
para que minha mão lhe desça até ao lombo e lhe dedique um
"coça-coça" gostoso lembrando o tão célebre cafuné
imortalizado em novela brasileira que não lembro o nome. Gulosa
também, põe imediatamente de parte a insípida ração quando
se apercebe que me sento à mesa e espera pacientemente (que
remédio) pelas aparas de carniça, frango de
preferência, que eu lhe possa vir a oferecer... esta minha
caríssima amiga aprendeu bem depressa os prazeres dos tira
gosto ou (na perpspectiva lusa) da petisquice.
Com tamanha cumplicidade não é de estranhar que, por vezes,
quanto estou às voltas com a escrita ela se venha colocar a meus
pés olhando-me com uma meiguice que nem sei caracterizar.
Perguntar-se-á sobre o que escrevo ou desejará ser musa
inspiradora e me levar a repetir a graça concedida a Raposão?
Mas, não. Não há nada para ninguém desta vez. Ela que tire o
cavalinho da chuva já que não estou mais pelos ajustes de me
repetir pondo um cão a falar ou eu a falar por um cão e o
melhor que lhe posso oferecer é a dedicatória desta entrada.
Entrada que, como não poderia deixar de ser, fala de e sobre
animais e critica outros animais bem mais irracionais, apesar de
só andarem em duas, que para satisfação da sua estúpida
vaidade não respeitam o que a Natureza prantou junto ao Homem.
E denuncia-se com tristeza, já que apesar de nada perceber de
modas Voz do Seven sempre admirou a sua presença e a colecção
de suas roupas ousadamente decotadas, a baixeza e a frieza das
palavras da estilista portuguesa Fátima Lopes na defesa do uso
de peles naturais. Esta denúncia vi-a estampada nos (vários)
blogs de meu amigo Werewolf e de imediato vos encaminho para essa entrada que
ele publicou assim intitulada
Em Defesa dos Animais, Contra o uso de Peles Naturais
Por coincidência recebi de outro grande amigo umas fotos sobre a mesma questão. Tive o cuidado de reunir essas elucidativas fotos num pequeno álbum que coloquei em página onde acrescentei ainda dois vídeos tirados de uma associação de defesa dos animais a que também tereis acesso rápido. Despido de preconceito intitulei a referida página de
Em matéria de horrores praticados nos animais que a Natureza teve o cuidado de nos oferecer, não poderia de deixar de vos falar da polémica provocada com a nova novela da poderosa Globo de Televisão chamada de América e que roda em torno dos... rodeios tão amados pelo "amigo americano". Não achando piada alguma em ver um gajo qualquer a tentar-se equilibrar sobre um cavalo ou um touro aos saltos, Voz do Seven apetece bradar ao animal que lá anda em cima:
e com este título de página que também vos ofereço termino esta minha exposição em solidariedade absoluta com o saudoso Raposão e a "minha Piruci"... oferecendo-vos ainda duas fotos maravilhosas roubadas no Blog dos Bichos que vos convido a visitar por tão grandes serem a beleza e sensibilidade e a tranquilidade que encontrareis.
Neves, AJ | abril 22, 2005 01:11 PM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt