A propósito de um escrito enviado para o Defesa da Beira
Dos rabiscos iniciais no semanário Defesa da
Beira ao seu espaço próprio que é o Voz do Seven, a caminhada,
ao contrário do que se costuma dizer, não foi longa nem
cansativa, porque na verdade nem se buscou. Aconteceu... como por
acaso se começou também a escrever e não interessa estar a
gastar latim em explicações, porque justificar estas coisas é
como discutir se anjo é homem ou mulher com nome de homem.
Já que se fala da escrita do Seven uma das coisas a ser feita,
por nunca o ter sido, é agradecer ao Director daquele jornal que
permitiu e sempre incentivou o Seven a escrever. Começou-se pelo
Foi... é notícia, um pequeno espaço (às vezes
grande) que não era mais que um apanhado do que se passava p'lo
mundo, mas que era sempre condimentado com um ou outro
comentário crítico, por vezes elogioso outras não. Sentindo
pavor, por talvez não entender a escrita como uma
"encomenda a prazo" e até dar a ideia que se tem de
escrever aquilo que os entrevistados ou observados pedem ou
exigem, o Seven (aqui talvez o Neves, AJ) ainda fez duas ou três
incursões pela reportagem, mas depressa abandonou... e,
para além de publicar umas Palavras que Rimam, começou a
escrever sobre o que a sua meditação via na Santa Comba Dão
que o viu nascer e incentivado pelos seus fiéis leitores alargou
o horizonte... e vieram As Viagens, relatos de passeios
que dava p'la pequena, mas sempre bela cidade e sempre na
companhia do fiel amigo Raposão que, abandonado ou fugidio, encontrou nele, quiçá por analogia,
a companhia que tanto buscava.
Entretanto, o Seven (que inicialmente começou por ser um
pseudónimo, hoje talvez seja heterónimo mesmo os mais
tímidos "escritores" têm esse direito ou não?
e os mais atentos à escrita que por aqui passa saberão
destrinçar quando "a crina voa ao vento")
dizia-se que, o Seven rumou a outras paragens, atravessou o
Atlântico, a maneira de escrever mudou bastante e hoje, mais
solto e mesmo não sabendo definir a sua escrita prefere dizer
que relata a realidade romanceada em vez da ficção com base na
realidade onde timidamente tenta entrar, mas sabe das suas
limitações tanto mais que se os conceitos de construção de
textos literários lhe foram dados, há muito eles foram
perdidos.
Com isto, o Defesa da Beira ficou menos acessível e houve
necessiadde de se criar um espaço próprio que ouvisse os
desabafos... e assim nasceu o Voz do Seven que é espaço de
difícil definição, mas onde se relata, se sonha, se alerta, se
apela, se critica também e para grande alegria do autor... se
comunica. E abre-se parêntesis paa se registar que Voz do Seven,
apesar dos seus horizontes curtos, tem o privilégio de
transportar o autor até aos seus amigos e de trazer até cá as
suas palavras fraternas, fazendo com que a corrente da amizade e
até a da ligação às suas raízes não rebente... bem ao
contrário de site com mais responsabilidade, por oficial se
tratar e pago com dinheiros públicos, que pura e simplesmente
bloqueou o fórum dos comentários que tinha a grande virtude de
ser o cordão umbilical dos santacombadenses ausentes.
(diga-se em abono da verdade que a razão desse bloqueio foram
comentários ofensivos e de todo o modo indesejáveis, mas
impedi-los, preveni-los ou até controlá-los é acto que
qualquer bom estudo informático resolveria)
Mas, não se pense que o Defesa ficou completamente esquecido.
Não, e nem se pense que o Defesa, pela voz dos seu
colaboradores, se esquece do Seven. A corrente não quebrou,
apesar da distância. Ela continua e transbordando de felicidade,
e jamais vaidade, finaliza-se o presente texto com a
transcrição de artigo assinado pelo grande amigo senhor Carlos
Ribeiro publicitando este nosso espaço no referido jornal Defesa
da Beira e ao mesmo tempo fica o alerta para a tal resposta de
agradecimento enviada (e que se falou em título) e que podereis
apreciar na entrada ou post imediatamente abaixo.
Neves, AJ | abril 11, 2005 06:08 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt
Pois é amigo!!! Muito nos ofereces desta vez!!! É que ao acabar de ler o teu artigo no "DEFESA DA BEIRA", O Seven e a Escrita, vou ao teu encontro no "VOZ DO SEVEN", e desta vez leio; Um Atlântico Insignificante.
O meu curto comentário (poderia ser longo), é mais uma vez para te dizer, que és sempre bem-vindo. O jornal precisa que lhe aponhas o teu cunho de qualidade, e o "VOZ" que continue em crescendo, para gáudio dos que o visitam.
Voltando ao "DEFESA"... como não te esperava por enquanto(tú próprio o foste indiciando...),não posso deixar de sublinhar; Bem-vindo FILHO PRÓDIGO!!!.
O maior abraço.
Alípio Calisto