abril 11, 2005
O Seven e a escrita...

A propósito de um escrito enviado para o Defesa da Beira

Dos rabiscos iniciais no semanário Defesa da Beira ao seu espaço próprio que é o Voz do Seven, a caminhada, ao contrário do que se costuma dizer, não foi longa nem cansativa, porque na verdade nem se buscou. Aconteceu... como por acaso se começou também a escrever e não interessa estar a gastar latim em explicações, porque justificar estas coisas é como discutir se anjo é homem ou mulher com nome de homem.
Já que se fala da escrita do Seven uma das coisas a ser feita, por nunca o ter sido, é agradecer ao Director daquele jornal que permitiu e sempre incentivou o Seven a escrever. Começou-se pelo Foi... é notícia, um pequeno espaço (às vezes grande) que não era mais que um apanhado do que se passava p'lo mundo, mas que era sempre condimentado com um ou outro comentário crítico, por vezes elogioso outras não. Sentindo pavor, por talvez não entender a escrita como uma "encomenda a prazo" e até dar a ideia que se tem de escrever aquilo que os entrevistados ou observados pedem ou exigem, o Seven (aqui talvez o Neves, AJ) ainda fez duas ou três incursões pela reportagem, mas depressa abandonou... e, para além de publicar umas Palavras que Rimam, começou a escrever sobre o que a sua meditação via na Santa Comba Dão que o viu nascer e incentivado pelos seus fiéis leitores alargou o horizonte... e vieram As Viagens, relatos de passeios que dava p'la pequena, mas sempre bela cidade e sempre na companhia do fiel amigo Raposão que, abandonado ou fugidio, encontrou nele, quiçá por analogia, a companhia que tanto buscava.
Entretanto, o Seven (que inicialmente começou por ser um pseudónimo, hoje talvez seja heterónimo –mesmo os mais tímidos "escritores" têm esse direito ou não?– e os mais atentos à escrita que por aqui passa saberão destrinçar quando "a crina voa ao vento") dizia-se que, o Seven rumou a outras paragens, atravessou o Atlântico, a maneira de escrever mudou bastante e hoje, mais solto e mesmo não sabendo definir a sua escrita prefere dizer que relata a realidade romanceada em vez da ficção com base na realidade onde timidamente tenta entrar, mas sabe das suas limitações tanto mais que se os conceitos de construção de textos literários lhe foram dados, há muito eles foram perdidos.
Com isto, o Defesa da Beira ficou menos acessível e houve necessiadde de se criar um espaço próprio que ouvisse os desabafos... e assim nasceu o Voz do Seven que é espaço de difícil definição, mas onde se relata, se sonha, se alerta, se apela, se critica também e para grande alegria do autor... se comunica. E abre-se parêntesis paa se registar que Voz do Seven, apesar dos seus horizontes curtos, tem o privilégio de transportar o autor até aos seus amigos e de trazer até cá as suas palavras fraternas, fazendo com que a corrente da amizade e até a da ligação às suas raízes não rebente... bem ao contrário de site com mais responsabilidade, por oficial se tratar e pago com dinheiros públicos, que pura e simplesmente bloqueou o fórum dos comentários que tinha a grande virtude de ser o cordão umbilical dos santacombadenses ausentes.
(diga-se em abono da verdade que a razão desse bloqueio foram comentários ofensivos e de todo o modo indesejáveis, mas impedi-los, preveni-los ou até controlá-los é acto que qualquer bom estudo informático resolveria)
Mas, não se pense que o Defesa ficou completamente esquecido. Não, e nem se pense que o Defesa, pela voz dos seu colaboradores, se esquece do Seven. A corrente não quebrou, apesar da distância. Ela continua e transbordando de felicidade, e jamais vaidade, finaliza-se o presente texto com a transcrição de artigo assinado pelo grande amigo senhor Carlos Ribeiro publicitando este nosso espaço no referido jornal Defesa da Beira e ao mesmo tempo fica o alerta para a tal resposta de agradecimento enviada (e que se falou em título) e que podereis apreciar na entrada ou post imediatamente abaixo.

Neves, AJ | abril 11, 2005 06:08 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt


Comentários

Pois é amigo!!! Muito nos ofereces desta vez!!! É que ao acabar de ler o teu artigo no "DEFESA DA BEIRA", O Seven e a Escrita, vou ao teu encontro no "VOZ DO SEVEN", e desta vez leio; Um Atlântico Insignificante.
O meu curto comentário (poderia ser longo), é mais uma vez para te dizer, que és sempre bem-vindo. O jornal precisa que lhe aponhas o teu cunho de qualidade, e o "VOZ" que continue em crescendo, para gáudio dos que o visitam.
Voltando ao "DEFESA"... como não te esperava por enquanto(tú próprio o foste indiciando...),não posso deixar de sublinhar; Bem-vindo FILHO PRÓDIGO!!!.

O maior abraço.
Alípio Calisto

Afixado por: Alípio Calisto em abril 12, 2005 01:34 PM
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