Dissertações Ribeirinhas...
(a
propósito do Ambiente em S.ta Comba)
Mudar
de opinião é um direito da mente de qualquer um. Não deve ser acto condenável
se for desprovido dos useiros interesses pessoais que atropelam terceiros. E até
se pode considerar acto evolutivo se a intenção é fazer melhor, como se julga
no caso presente.
Tendo
como premissa que "ovelha que berra é bocada que perde", também se
pode considerar, com ligeira alteração, que facto ocorrido e não berrado
na devida altura, deixa de parecer... notícia.
E
deixou de ter sentido a ideia inicial de se incluir na peça "Ambiente em
S.ta Comba" -publicada neste número- o que neste momento se expõe.
Ribeira
d'águas turvas...
Optou-se
e pensa-se que bem, destacar em artigo independente o que se está a passar com
a Ribeira das Hortas. Ao mesmo tempo que se faz um alerta, dá-se voz aos
discordantes.
Não
desejando emitir juízos falaciosos diremos apenas que, ultimamente, a Ribeira
das Hortas tem períodos em que se mostra com "cara de doente". As
suas águas apresentam-se sujas com turvação acizentada e não é raro manchas
gordurosas boiarem à tona, mais evidente no remanso junto à vivenda dos palmípedes.
Mistério!
Se
padece de alguma enfermidade e se esta é ou não grave, são factores que já
fogem à alçada de quem escreve. Este deve unicamente preocupar-se em dar corpo
ao que observa e fazer relato com isenção.
E,
mais do que uma vez, "estes olhos que a terra há-de comer"
constataram os sinais acima descritos. Transeuntes, que já se tinham apercebido
e
justamente criticado, garantiram-nos que tal acontece de segunda a
sexta-feira.
Na
tentativa de dar ajuda aos técnicos analistas das questões ambientais,
recorde-se então que as "crises" são ao final da tarde de cada dia
de trabalho e que ao fim-de-semana dá ideia que a Ribeira recupera.
A
dúvida instala-se e especula-se.
Despejos?
Fixos ou ambulatórios? Onde? Ruptura de tubagem?
Em
exame complementar acrescente-se que a fauna piscícola parece que desapareceu.
Morte ou migração dos pequenos peixes para paragens de águas mais limpas?
Pura coincidência ou consequência imediata dos efeitos dos materiais lançados
no pequeno curso de água?
Têm
a palavra as autoridades sanitárias e autárquicas não necessariamente por
esta ordem.
Ribeira
de paredes limpas...
Com
a chegada de temperaturas mais amenas, os passeantes ao longo da Ribeira são
cada vez em maior número.
Zona
ademais contemplada, admirada e readmirada tanto por visitantes como por gentes
locais é quase imperativo um bom e contínuo estado de conservação e
embelezamento.
É,
pois, com satisfação que se
regista a limpeza das paredes e do leito da Ribeira das Hortas.
O
"Recanto" junto à arcada em pedra que faz ponte entre os Largos Eng.
Urbano e do Município, está mais apresentável. Mas continuamos com a teimosia
de que o tufo de palha-tabúa (ou que outro nome tenha ou que lhe queiram
dar) merecia desbaste lateral. A relação água/vegetal dá a ideia de rosto
desaparecido no emaranhado de cabeleira farta e despenteada.
Não
podemos deixar de alertar que dois
dos "bancos de jardim" sobranceiros à Ribeira não podem ser
utilizados impedindo as pessoas de usufruirem descontraidamente a sombra de árvore
próxima. Verdadeiro contra-senso este vegetal. Fornece apetecível sombra, mas
ao mesmo tempo derrama uma resina que poderá colar às travessas do banco o
"coiso das calças" do mais distraído.
Fazer
"desaparecer" os bancos durante o tempo quente de modo a impedir a ida
precoce das vestes à lavandaria? É ideia bem estúpida.
Abate
da árvore e permanência dos bancos? Ideia ainda mais estúpida que nem deveria
ser escrita.
E
sem sugestões plausíveis, será melhor ficarmos por aqui!
Neves, AJ | abril 30, 2004 09:22 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt