abril 30, 2004
Cá pela Urbe

Cá pela urbe...
(soltas, mas não muito breves)

Passadiço
Poder-se-á afirmar sem sombra de dúvida que os santacombadenses adquiriram gostosamente o hábito da travessia por esta passagem em madeira, que é já emblema da cidade.
Em passeio ou em "missão de serviço", o passante poderá usufruir da frescura e da beleza ribeirinhas ao mesmo tempo que escapa ao descabido trânsito automóvel na Alexandre Herculano.
Esta ligação entre os Aldrógãos e a Ponta Praça está a tornar-se cada vez mais agradável graças ao seu alindamento. Depois da limpeza do leito e das paredes da ribeira (que se quer periódico dado o rápido crescimento das ervas), regressaram as bonitas floreiras de petúnias que no ano transacto foram motivo de admiração de todos.
Louve-se a ideia.
E mais...
É surpresa agradabilíssima para os amantes da Ribeira a entrada em restauro das traseiras (é o que neste momento salta à vista) de edifício degradado da orla ribeirinha.
Enorme aplauso.
Que os seus vizinhos tomem em consideração.

Toponímia
É um facto.
Há necessidade de reestruturar os "números de polícia" das portas nas ruas da nossa cidade.
Bem o focou, no último Defesa, o prestimoso colaborador Sr. David Oliveira a propósito das dificuldades sentidas pelos distribuidores de correio no desempenho da sua função.
Mas, não serão só os carteiros: não é raro que própria porta "entalada" entre pares (... e entre ímpares) se interrogue sobre o número que lhe calhou em sorte.
Aproveitando a onda, fale-se também das placas toponímicas que identificam as ruas.
Umas, segundo o que já lemos neste jornal, parece que desapareceram, mas consta que regressaram e a sua reposição estará para breve.
Mas, outras há que deverão ser merecedoras de correcção por conterem imperfeições, nomeadamente a nível ortográfico. Recordamos, por exemplo, os errados Mousinho e Mangerico em lugar dos correctos Mouzinho (de Albuquerque) e Manjerico. Isto para além de noutras a acentuação ter sido descurada, como são os  casos de Municipio e Aldrogãos.
Sabemos que a situação não é de agora, que a responsabilidade foi de "outros", mas a reparação impõe-se.
Por último... os marcos que servem de suporte a algumas placas toponímicas, como por exemplo na Av. Sá Carneiro... Em opinião estritamente pessoal, achamos que tais pequenos pedestais pecam por falta de estética. O granito, a pedra beirã, deveria ter sido o material escolhido, mas os gostos são discutíveis.
Quanto à toponímia mais haveria a falar: dos lugares por assinalar a outros ainda não denominados ou se o estão escapa ao conhecimento público. Tomemos como exemplo o Jardim fronteiro ao Palácio, que desconhecemos identificação (se a possui) e colocamos interrogações quanto à sua localização: se no Alves Mateus.. se no autoproclamado Largo do Tribunal.
É nosso desejo um dia voltar ao tema: com mais calma e munidos de dados mais precisos. E tendo como única intenção colaborar na reestruturação toponímica da nossa cidade de Santa Comba Dão. Que é indispensável.

Ruas (não) lavadas
Poderia iniciar-se com a clássica: à semelhança de outras cidades...
Mas não!
Somos defensores que cada terra deve ser única, com características e costumes próprios, embora sem se isolar.
Num dos giros rotineiros tomou-se atenção na sujidade de algumas das artérias da nossa cidade. Não nos referimos a montículos de papéis ou de beatas ou a ervas crescidas e não rapadas.
Mas sim à falta de lavagem... com água, do próprio pavimento das ruas.
Nomeadamente a movimentada Mouzinho de Albuquerque: está realmente suja; há manchas um pouco por toda ela. Os pequenos cubos basálticos necessitam de um "lavar de cara"...
Mas, outras ruas também estão necessitadas.
O registo que aqui se faz é apenas um lembrete, já que se sabe de antemão que é tarefa de fácil execução para carro cisterna munido de agulheta.

Quelha M & M, L.da
Eme de malfadada e de malcheirosa. E limitada.
A mente de criança sempre a viu como estreita e escondida. Secreta também: sem passagem para lado algum e só com acesso à Ribeira era por vezes ponto de alívio d'águas em necessidade repentina.
Não somos conhecedores de outro registo toponímico desta travessa da Alexandre Herculano para além do nome popular "quelha do latoeiro", hoje legítima homenagem à saudosa oficina de latoaria outrora ali existente.
Actualmente lá continua entalada entre prédios que, segundo parece, irão a obras.
Como de obras nada se observa por ora e o taipal do lado da Ribeira lá continua, os mais receosos interrogam-se se não será "aviso" à população de que o acesso deixará de existir. Não podemos crer que tal vá acontecer, pois para além de ser passagem pertencente ao Povo ( há mais de 3 decénios que eu o constato), são estas ruelas castiças e labirínticas que dão vida e graça às zonas ribeirinhas.
Mas a verdade é que se construiu um problema.
Com as silvas a avançarem e a envolverem o entulho ali existente e com o fecho do acesso ribeirinho a dar mais tranquilidade aos imundos, criou-se aqui mais um verdadeiro espaço sanitário público
Para além do odor nauseabundo característico, jamais é de excluir assombração de "homem de calças na mão". Aconteceu a grupo de turistas abelhudas e por nós foi  testemunhada.
Até as obras recomeçarem, das duas uma:
ou derruba-se já o taipal e limpa-se a quelha de todo o entulho de modo a que a pouca vergonha ainda existente nos ditos imundos os impeça de a utilizar ou cria-se um "espaço de ninguém", colocando um tapume deste lado, do lado da entrada.
(Redigido Junho 2002)

Neves, AJ | abril 30, 2004 07:30 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt

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