A Biblioteca Municipal
Verdadeira Jóia
da Cultura da nossa evolutiva cidade de Santa Comba Dão, a Biblioteca
Municipal passou por momentos algo conturbados até meados da última década,
altura em que ganhou o estatuto de verdadeiro espaço de cultura e que hoje
conhecemos.
Inicialmente
criada pelo Município, devido essencialmente a ofertas de várias pessoas da
região, foi largamente beneficiada com a doação da vasta e valiosa colecção
bibliográfica do Cónego Alves Mateus, feita pelo Dr. António da
Silveira, seu herdeiro. Refira-se que aquele prelado, nascido nesta cidade em
1835, era considerado um dos mais eloquentes oradores da época (séc. XIX),
sendo-lhe atribuído o dom dos antigos pregadores. Bacharel pela Universidade de
Coimbra, foi deputado em diferentes legislaturas, sendo considerado um
parlamentarista vigoroso e de espírito liberal. Foi cónego da Sé de Angra do
Heroísmo e da Sé de Braga e faleceu em 1903.
A Biblioteca
Municipal, agora mais rica, estava instalada nos baixos da Câmara, em duas
pequenas salas pouco condignas. A consulta aos seus livros tornava-se difícil,
pois aqueles estavam literalmente amontoados. Assim, em 1944, a Câmara
Municipal tomou de aluguer a Casa dos Arcos, antigo solar dos Barões de
Santa Comba.
Para a instalação e catalogação de
todo o espólio existente, foi nomeado responsável da Biblioteca, o Sr. António
Simões Cravo Lima, chefe da Estação dos Correios.
Em 1968, o edifício
foi considerado de interesse público e adquirido pelo Estado.
Já na década
de 80, devido à necessidade de restauro do imóvel e tendo já como intenção
premente a edificação de instalações condignas de uma biblioteca, esta é
transferida provisoriamente para uma sala no Palácio da Justiça.
Anos de impasse
se seguem!
Com a entrada de
nova equipa camarária, curiosamente idêntica à que actualmente preside aos
destinos da autarquia, a biblioteca passa a ser prioridade e a expensas suas, a
Câmara Municipal, executa a obra. Assim, em 1994 a Biblioteca Municipal
regressa ao seu verdadeiro espaço com instalações modernas e funcionais.
Refira-se que a
Biblioteca Municipal faz parte da Rede Nacional de Leitura Pública, após
protocolo assinado entre a Câmara Municipal e o Instituto Português
do Livro e Leitura – IPLL, hoje denominado do Livro e das
Bibliotecas - IPLB.
No hall de entrada, imediatamente
desperta ao visitante um computador com acesso à Internet onde qualquer
utilizador poderá livremente navegar.
Na ampla e bem
mobilada Sala de Leitura Geral, o utilizador poderá consultar com livre
acesso às estantes, os títulos desejados. Para maior simplicidade as obras estão
colocadas por assuntos, mas em caso de dúvida, solícitas técnicas ajudarão.
Esta sala recebeu o nome de David Oliveira, em homenagem a este artista
santacombadense. Nela poderão ser admiradas obras da sua autoria na área da
medalhística (onde mais se notabilizou), escultura, fotografia e pintura que
ele próprio doou.
A
notícia também está ao alcance. O leitor poderá encontrar jornais diários
nacionais (“Jornal de Notícias” e “Diário de Notícias”) e desportivos – “Record”, um grande leque de jornais regionais e títulos
de várias revistas na Sala dos Periódicos. Um semanário de âmbito
nacional está também ao dispor.
Os mais pequenos
poderão frequentar a Sala de Leitura Infantil/Juvenil. Aqui, para além
de terem acesso a uma pequena biblioteca, poderão ainda dar largas à sua
imaginação, fazendo teatro ou pintura, sempre com acompanhamento de funcionárias.
Em complemento existe uma outra, a Sala da Hora do Conto, onde poderão
ouvir uma história ou visionar um filme vídeo ou DVD.
A Sala de
Audio-Visuais está vocacionada para os grupos etários mais velhos, onde
também poderá ser visionado um filme ou ouvir um agradável CD.
Se necessidade
ou curiosidade houver em consultar livros, revistas ou jornais antigos, alguns
ainda em circulação e outros já desaparecidos, como “Sul da Beira”,
“Beira Dão”, “Santacombadense” ou “Diário da Manhã”, estes
encontram-se em arquivo na Sala de Reservados ou do Livro Antigo.
O funcionamento da Biblioteca Municipal
é assegurado pelos Serviços Técnicos. Em gabinete próprio, estes
serviços carimbam o livro recebido que seguidamente é registado, catalogado,
classificado e etiquetado. Finalmente a obra irá ocupar o seu lugar próprio na
estante. É igualmente garantido um serviço de fotocópias, para além do
inevitável apoio ao utilizador.
Igualmente
é de sublinhar a existência de dois postos, não directamente relacionados com
a Biblioteca, mas que funcionam no local, devido a protocolos estabelecidos
entre a Câmara Municipal e a Secretaria de Estado da Juventude. Um deles, o PIJ
(Posto de Informação Juvenil) instalado no hall de entrada,
informa e dá apoio aos jovens. Neste posto pode ser adquirido o Cartão Jovem.
O outro é o Centro da Fundação para a Divulgação das Tecnologias de
Informação (FDTI) que funciona em sala própria. Organiza cursos de informática
destinados à comunidade e, em especial, aos jovens, para melhor preparar a sua
integração na Sociedade de Informação. Este Centro também dá apoio informático
à própria Biblioteca.
Finalizando,
refira-se que este espaço cultural é muito solicitado por jovens estudantes
com o intuito de fazer pesquisa para a realização dos seus trabalhos. O horário
de funcionamento é das 9 às 12:30 horas e das 14 às 18:30 horas.
–Especial
agradecimento aos Serviços Técnicos da Biblioteca Municipal e ao Sr. Helder
Maurício.–
(Redigido em
Outubro 2001)
Neves, AJ | abril 30, 2004 06:22 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt