Euro 2004 a 8 mil Km –II
Portugal 2 – 0 Rússia
Grupos — Calendário e Resultados — Classificação — Fase Final — Quadro de HonraTrês pontos… finalmente!
E o Kinas sorriu!
Finalmente!
Festejou, mas não muito... é que vem
aí a Espanha e para passar à Fase Final torna-se imperioso vencer "nuestros
hermanos". Por força dos regulamentos, na Fase de Grupos, o primeiro
critério de desempate entre duas equipas empatadas em pontos é o
resultado do desafio entre as duas equipas em questão. Ora como Portugal (agora
com 3 pontos) perdeu para a Grécia e atendendo que a selecção helénica soma
4 pontos e a Espanha também (com desvantagem de 1 golo para os gregos) só
a vitória ante os espanhóis é solução lusa para ultrapassar aquelas
duas marcas. Registe-se que a surpreendente (para a Imprensa, diga-se de
passagem) Grécia está praticamente nos Quartos-de-Final e só uma goleada imposta pela
Rússia e uma vitória magra de Portugal sobre a Espanha a impediria de
prosseguir na prova. Assim, antevê-se que será o resultado da "grande
final" entre nós e os nossos vizinhos que determinará a selecção que
vai acompanhar a Grécia para a segunda fase da competição. Repita-se que
qualquer resultado que não a vitória da Equipa das Quinas nos
eliminará.
Guardem-se, pois, os foguetes para o
finalzinho do desafio de Domingo, 20 de Junho (19:45 horas) a disputar no Estádio
Alvalade XXI.
Quanto ao jogo de Portugal ante a Rússia que terminou com uma
vitória lusa por 2–0, deixo as crónicas para os entendidos e só irei aqui
estampar uma consideração sobre aquilo que vi, direi melhor sobre aquilo
que a minha mente percebeu, pois nunca é demais lembrar que cada um de nós tem
a sua maneira de ver as coisas. Inevitavelmente focarei a
"modificação" quase que radical na constituição inicial da
Selecção Nacional Portuguesa (realço o termo modificação, pois a palavra
revolução empregue pela imprensa portuguesa parece que irritou Scolari).
Retomemos. Entendeu, então, o nosso seleccionador nacional mexer na equipa
(como se impunha) e de imediato gostei da presença de três pedras no onze
inicial. Que me desculpem os outros, sejam eles quais forem (com fama ou à
procura dela), mas as presenças de Deco, Ricardo Carvalho e Nuno Valente
impunham-se. E é quanto a esta mexida que teço, atrevida e respeitavelmente,
"críticas" à pessoa de Luiz Felipe Scolari por andar mais de ano e
meio à procura de coragem para "substituir" os intocáveis(?) Couto e
Rui Costa, o que até me levou a supor que afinal a auréola de
"durão" no caso Romário se tinha esfumado em terras lusas e só se
activou ante a derrota com a Grécia.
Seria este tipo de comentário que
Scolari temia ao ser focada a "revolução" na equipa?
Bem, não
interessa por agora. O que conta é que a qualificação é possível.
Não
pretendo desestabilizar e seja dito que como treinador sou "um zero à
esquerda". Estou com Portugal, com Scolari, com Figo, com Deco.. com este,
com aquele... estou com a Camisola das Quinas.
Termino com o desejo de união e
seja qual
for o onze que Scolari escalar, nós portugueses estamos, teremos de estar num
"Bate-Coração" bem forte pela Selecção Nacional Portuguesa.
Neves, AJ | março 25, 2004 11:23 AM | Voz do Seven 2 | Voz no SAPO.pt