novembro 05, 2009
54 anos às costas, ufa...
Hoje, 5 de Novembro, é dia de agradecer a minha mãe, por no ventre me ter trazido e me ter parido, e também dia de lhe pedir desculpa, pelo quanto deve ter sofrido.
Como nada nem
ninguém nasce
sem raízes, também eu tenho as minhas, reveladas (embora deveras mui
superficialmente) em três etapas da saga A Caminho dos 50.
Para os amigos e
curiosos eis então o que escrevi há quatro anos:
ETAPA I – Prólogo ETAPA II – Antes de mim ETAPA III – Ei-lo que chega
novembro 04, 2009
Primavera infernal
... ontem o calor apertou
(máxima de 36,3º C) e corpos ávidos de tons mais trigueiros não deixaram escapar
a oportunidade de se
expor ao Sol que raiou forte em céu sem nuvens.
Sol rijo diria Ti Maria
lá na mais recôndita das aldeias lusitanas.
Diga-se que a sensação de calor sentida pelos corpos seria superior àquela
máxima já que não soprava brisa e a humidade relativa do ar baixou consideravelmente (16%).
O estado de alerta foi accionado.
Suando por todos os poros lá tentámos levar a
coisa na desportiva e animados até partimos em busca do
Allah-la-ô.
novembro 02, 2009
Resultados do Futebol Santacombadense
CAMISOLA PRETA
Resultados do
futebol santacombadense no passado fim-de-semana de 31 de Outubro, 1 de
Novembro de 2009.
As informações são do nosso repórter Rafael Fernandes. As
diversas categorias levam às respectivas classificações no portal zerozero.pt
(fora da nossa responsabilidade, como é lógico).
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O Pinguinzinho |
11-0 |
Pestinhas B |
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O Pinguinzinho |
2-1 |
Molelos |
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O Pinguinzinho |
6-1 |
Campia |
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Santacombadense |
Lusitano |
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Santacombadense |
Canas de Senhorim |
Dia de Finados
(por cá feriado)
Esta
é a lápide que encima a sepultura de meus pais (e de minha avó paterna,
acrescente-se). A foto foi feita por um amigo, há mais de ano, Setembro de 2008
como o testemunha o mail que esse mesmo amigo me enviou na altura. Fez a foto,
porque eu não a conhecia. Até ao sepultamento de meu pai era outro mármore. Por
diversas vezes estive para a colocar no ar, mas nunca o fiz. Não por
falta de oportunidade (nem por falta de coragem) já que são muitas as ocasiões
que foco aqui meus pais, talvez mais minha mãe é certo, mas porque nunca cheguei
a consenso com aquilo que escrevia. Esboçava o texto, mas o produto final não me
satisfazia ou porque era demasiado superficial, tipo ir colocar uma vela e um
ramo de flores no dia de Todos os Santos à campa dos velhotes, ou porque era
demasiado contundente e entrava "pela morte adentro" reflectindo eu depois cá
com os meus botões que não tinha o direito de vos incomodar com as minhas
dissertações acerca, as quais, admito, fogem consideravelmente dos parâmetros
convencionais da sociedade e, registe-se, daqueles que minha mãe me transmitiu.
Por exemplo, o ritual do dia de ontem, o da romaria aos cemitérios que,
convenhamos, interessa sobremaneira aos especuladores que comercializam as
flores. Há muito que tinha deixado de o fazer neste Dia de Todos os Santos
preferindo visitar minha mãe em dias marcantes para ela e para mim ou quando a
vontade me puxasse: bastava às vezes apaixonar-me por uma rosa no Jardim,
surripiá-la sorrateiramente e ir por aí acima juntando-lhe em ramo uma ou outra
flor silvestre que encontrava pelo caminho.
Tenho que confessar que as visitas
feitas a minha mãe, ao local onde depositaram o corpo inerte de minha mãe,
atente-se, sempre ou quase sempre carregaram um doce e terrível egoísmo da
minha parte. Nunca rezei, nunca lhe dediquei uma Ave-Maria ou um Pai-Nosso, e se
é verdade que em algumas das vezes (dia de nascimento, dia da Mãe ou dia de
falecimento, por exemplo) era para lhe prestar homenagem porque a sua memória me
vinha à lembrança, o sentido real da visita era mais para cuidar de mim, do meu
desassossego que bem vistas as coisas nunca me largou mas que aprendi a dominar,
em parte [se como dizem a alma existe e se esta tem sentimentos, então tenho a
certeza que minha mãe está feliz neste preciso momento]. No início cheguei a
sentir o sabor salgado das lágrimas tão silenciosas como o silêncio que me
rodeava, um silêncio mudo e reconfortante por não ter vivalma por perto e por
companhia apenas os que desejam paz. Talvez por tudo isso por não sentir esse
sossego à minha volta é que deixei de ir no primeiro de Novembro. Curiosamente e
em contradição pura comigo, ontem apetecia-me ir junto à sepultura de minha mãe
que há sete anos a esta parte, tantos quantos eu levo de presença no Brasil, é
também sepultura de meu pai (e assim penso que está explicada apenas a citação
de minha mãe nas linhas acima). Das razões do meu desejo não sei, talvez por ter a fotografia
comigo ou, essencialmente, creio, por na Sexta-feira o amigo João me ter dito em
conversa (pela internet) que no dia seguinte iria à santa terrinha (reside em
Coimbra) enfeitar as sepulturas dos seus familiares. Amavelmente, e em rara
prova de amizade, disse-me que colocaria por mim uma flor na sepultura de meus
pais. Ontem conversámos novamente. Que esteve com meu irmão mais velho e ainda
que os dois cravos que colocou na véspera lá estavam distintos no meio das
outras flores com que ornamentaram a sepultura. Não bastava eu já ter aprendido
a sepultar meus pais na minha mente, que evita com que eu me desloque ao local
físico onde os corpos desceram à terra e assim convencer a minha consciência de
que estou sempre presente, quando, por acção de um amigo, afinal eu consegui lá
estar na realidade. Obrigado João.
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Neves, AJ 






















